PROCURANDO POR ALGO?

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

HORA DO RISO: DIÁRIO DE UMA MULHER CARENTE

DIÁRIO DE UMA MULHER CARENTE

Lista Original
Eu quero um homem que...
1. Seja lindo,
2. Encantador,
3. Financeiramente estável,
4. Um bom ouvinte,
5. Divertido,
6. Em boa forma física,
7. Se vista bem,
8. Aprecie as coisas mais finas,
9. Faça muitas surpresas agradáveis,
10. Seja um amante criativo e romântico.

Lista Revisada aos 32 Anos
Eu quero um homem que...
1. Seja bonitinho,
2. Abra a porta do carro
3 Tenha dinheiro suficiente para jantar fora com certa frequência
4. Ouça mais do que fale,
5. Ria das minhas piadas,
6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,
7. Tenha no mínimo uma gravata,
8. Lembre de aniversários e datas especiais,
9. Procure romance pelo menos uma vez por semana.

Lista Revisada aos 42 Anos
Eu quero um homem que...
1. Não seja muito feio,
2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,
3. Tenha um emprego fixo
4. Balance a cabeça enquanto eu falo,
5. Esteja em forma ao menos para mudar a mobília de lugar,
6. Use camisetas que cubram sua barriga,
7. Não compre cidra achando que é champagne,
8. Se lembre de abaixar a tampa da privada

Lista Revisada aos 52 Anos
Eu quero um homem que...
1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,
2. Não coce o saco nem cuspa em público,
3. Não sustente as irmãs, nem as filhas do primeiro casamento
4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,
5. Não conte a mesma piada o tempo todo.

Lista Revisada aos 62 Anos
Eu quero um homem que...

1. Não assuste as crianças pequenas,
2. Ronque bem baixinho quando dorme,
3. Esteja em forma suficiente para ficar de pé sozinho,
4. Use cueca e meias limpas

Lista Revisada aos 72 Anos
Eu quero um homem que...

1. Respire,
2. Lembre onde deixou seus dentes

Lista Revisada aos 88 Anos
Eu quero um homem que...

1. O que é um homem, mesmo?

O texto não é meu, mas é top????
LEIA MAIS EM: HORA DO RISO

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Taxa de desemprego do país recua para 12% no trimestre

Foto: José Cruz/Agência Brasil
No segundo trimestre, a taxa de desemprego do país recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018.

A taxa caiu em dez das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo os dados divulgados hoje (15) pelo IBGE. As maiores quedas ocorreram no Acre, de 18% para 13,6%, Amapá, de 20,2% para 16,9%, e em Rondônia, de 8,9% para 6,7%. Nas outras 17 unidades da Federação, a taxa se manteve.

Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas unidades, Roraima (de 11,2% para 14,9%) e Distrito Federal (de 12,2% para 13,7%), e caiu em três: Amapá (de 21,3% para 16,9%), Alagoas (de 17,3% para 14,6%) e Minas Gerais (de 10,8% para 9,6%). Nas demais unidades, a taxa ficou estável.

Busca por emprego

Um contingente de 3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2% (ou cerca de uma em cada quatro) pessoas no total de desocupados no Brasil. Os números do segundo trimestre deste ano são recorde desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, no segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas tem crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avalia a analista da PNAD Contínua Adriana Beringuy.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Enem 2019 já tem três milhões de inscritos

.
A edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já atingiu a marca de 3 milhões de inscritos. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação e contabiliza os inscritos até as 22h de ontem. As inscrições foram abertas no último dia 6 e vão até o dia 17 de maio, pela internet. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Do total de inscritos, 63% estão isentos do pagamento da taxa de inscrição. A taxa para o Enem é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio. O participante terá até 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de o estudante concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Maioria dos brasileiros quer Lula preso, diz pesquisa

Levantamento do Instituto Datafolha aponta que 53% acham que ex-presidente deveria ser detido

POR PORTAL DO DIÁRIO
Segundo o Datafolha, 51% dos entrevistados Lula
não deveria poder disputar as eleições; os que acham
que o petista deveria participar do pleito marcam
 47%, um empate técnico
 (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)
Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha mostra que 53% dos brasileiros acham que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ser preso, contra 44% que apoiam o contrário. Outros 3% afirmam não saber. Os dados foram publicados hoje pelo jornal Folha de S.Paulo.

O levantamento foi feito entre os dias 29 e 30 de janeiro, poucos dias após o petista ter confirmada a sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no dia 24.
Mesmo assim, o porcentual dos que acham que Lula deveria ser detido oscilou 1% para baixo em comparação a setembro de 2017. O número dos que acreditam que o ex-presidente não deveria ser preso subiu 4%. As variações estão dentro da margem de erro de 2% para mais ou para menos.
O Datafolha também aponta que para 51% dos entrevistados Lula não deveria poder disputar as eleições. Os que acham que o petista deveria participar do pleito marcam 47%, um empate técnico.
Com a decisão do TRF4, Lula estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que impediria a sua candidatura presidencial.
De acordo com a pesquisa, 42% afirmam ter conhecimento e estar mais ou menos informado sobre o julgamento do petista. Outros 24% dizem ter conhecimento e estar bem informado sobre o caso.
Para o levantamento, foram entrevistadas 2.826 pessoas em 174 municípios.
Lula deveria ser preso?
Em fevereiro de 2018
Sim: 53%
Não: 44%
Não sabe: 3%
Em setembro de 2017
Sim: 54%
Não: 40%
Não sabe: 5%
Lula deveria poder disputar a eleição?
Não: 51%
Sim: 47%
Não sabe: 2%
Conhecimento sobre o julgamento do Lula
Tem conhecimento e está mais ou menos informado: 42%
Tem conhecimento e está bem informado: 24%
Tem conhecimento e está mal informado: 9%
Não tomou conhecimento: 24%
Liderança isolada
A primeira parte dos resultados da pesquisa, divulgada na madrugada de quarta-feira, mostra que o ex-presidente Lula manteve a liderança isolada para a disputa da Presidência da República em todos os cenários nos quais é incluído, com índices que variam entre 34% e 37% das intenções de voto. Na sequência, aparece em segundo o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que deve ser candidato pelo nanico PSL, que tem entre 16% e 18% quando o nome de Lula é apresentado.
Nas simulações que consideram o ex-presidente fora da disputa, Bolsonaro lidera isolado, indo de 18% a 20%. O segundo lugar neste cenário ficaria embolado entre ao menos quatro nomes: a ex-senadora Marina Silva (Rede), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o apresentador Luciano Huck, que não é filiado a nenhum partido e nega publicamente a hipótese de se candidatar ao cargo.
Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/maioria-dos-brasileiros-quer-lula-preso-diz-pesquisa/

domingo, 7 de janeiro de 2018

No Ceará, verba parlamentar pagou show de Wesley Safadão

Ao todo, o governo pagou R$ 7,15 milhões para promoção e marketing de municípios
Show de Wesley Safadão custou R$ 246 mil.
Foto: Garota VIP/Divulgação
POR DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Embora a maior parte do dinheiro tenha sido destinada à saúde, a lista de emendas parlamentares pagas pelo governo em 2017 inclui de show do cantor Wesley Safadão a campeonato de motocross no interior de Minas. Do total de R$ 2,27 bilhões liberados, pelo menos R$ 5,73 milhões serviram para quitar cachês de artistas. Em junho, por exemplo, o Ministério do Turismo repassou R$ 1,2 milhão à prefeitura de Maracanaú, no Ceará, por indicação da deputada Gorete Pereira (PR-CE). A emenda havia sido empenhada no mês anterior e serviu para pagar a 13.ª edição da Festa de São João da cidade. O show de abertura coube a Wesley Safadão, famoso por hits como "Aquele 1%" e "Ar Condicionado no 15". Ele cobrou R$ 246 mil pela apresentação.

O valor enviado à prefeitura foi quase integralmente usado para pagar cachês. Além de Safadão, apresentaram-se as duplas sertanejas Bruno & Marrone (cachê de R$ 250 mil), Victor & Léo (R$ 200 mil) e bandas como Aviões do Forró (R$ 180 mil). O repasse ocorreu em 7 de junho, antes da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer ser apresentada, mas após a revelação da delação de executivos do Grupo J&F. Gorete votou a favor de Temer nas duas denúncias. Ela nega relação da liberação do recurso com o seu voto.

Ao todo, o governo pagou R$ 7,15 milhões para promoção e marketing de municípios, ação na qual se enquadra o repasse para artistas. Valor bem próximo do que foi destinado para universidades federais (R$ 7,38 milhões) e superior ao enviado para obras de infraestrutura hídrica (R$ 2,58 milhões).

domingo, 29 de março de 2015

Empregador terá que pedir seguro-desemprego para funcionário demitido

MINISTÉRIO DO TRABALHO

Agência Brasil | 11h55 | 29.03.2015

Medida quer tornar mais rápido o atendimento ao pedido e dar maior segurança às informações

Seguro Desemprego
A partir de 1° de abril, requerimento do seguro desemprego deverá ser feito pela internet
FOTO: ALEX COSTA
Ministério do Trabalho e Empregodeterminou que as empresas passem a preencher o requerimento do seguro-desemprego de seus empregados pela internet. A medida começa a valer na próxima quarta-feira, 1º de abril, de acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Os empregadores só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego e a comunicação de dispensa de trabalhadores por meio do aplicativo Empregado Web, disponível no Portal Mais Emprego, do ministério. A entrega dos  formulários impressos, utilizados hoje, será aceita até 31 de março.
Segundo o ministério, o sistema dará maior rapidez à entrega do pedido, além de garantir a autenticidade dos dados, e possibilitará o cruzamento de informações sobre os trabalhadores em diversos órgãos, facilitando consultas necessárias para a liberação do seguro-desemprego.
FONTE: 
JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Diário Interior

Nova publicação em Universo Natural

Diário Interior

by José Batista de Carvalho
Diário Interior universe naturalEm nossa busca por melhores dias e renovação pessoal é importante que desenvolvamos algumas ferramentas para nos ajudar no caminho do autoconhecimento.
Um dos instrumentos que podemos lançar mão é a elaboração de um Diário Interior, onde iremos anotar nossas intenções, objetivos, carências e principalmente registrar nossas observações depois que o dia se findou, onde poderemos através de uma revisão ver o que o que está em nosso ser mais profundo.
Para auxiliar neste balanço diário de nossas vidas , transcrevo um trecho de um texto de Eva Pierrakos sobre esta prática:

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bloqueio nas contas de Eike Batista atinge R$ 122 milhões

JUSTIÇA

Bloqueio nas contas de Eike Batista atinge R$ 122 milhões

Folhapress | 22h27 | 08.05.2014

De acordo com a assessoria de Eike Batista, os recursos bloqueados estavam em depósitos no banco BTG

Eike_BAtista
O Ministério Público do Rio pediu que a Polícia Federal investigasse as atividades de Eike Batista em abril
FOTO: AGÊNCIA REUTERS
O bloqueio em contas correntes, depósitos em poupança e em aplicações financeiras do empresário Eike Batista já atingiu os R$ 122 milhões determinados em liminar concedida pela Justiça Federal à pedido do Ministério Público Federal.
Nesta quinta-feira (8), em despacho, o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal, determinou que os valores depositados nas contas de Eike que excederem os R$ 122 milhões estão liberados.
Na decisão que concedeu a liminar, o juiz afirmava que, se não fossem localizados ativos financeiros suficientes para atingir o valor determinado, o Ministério Público Federal deveria fornecer uma relação de bens móveis ou imóveis do empresário para que fossem bloqueados até que se chegasse ao valor.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Diário recebe prêmio de jornalismo da CNBB

EXCLUÍDOS

Diário recebe prêmio de jornalismo da CNBB

02.05.2014

A série "Excluídos - Quilombolas/ Indígenas/ Ciganos", publicada pelo Diário do Nordeste, foi premiada ontem pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As reportagens veiculadas em 31 de maio, 7 e 14 de junho de 2013 ganharam o prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa-2014. A premiação nacional aconteceu na 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.
Três equipes de reportagem viajaram 13.574km pelos nove Estados do Nordeste para fazer a série. O trabalho foi dos repórteres Iracema Sales, Melquíades Júnior, Fernando Maia e Maristela Crispim, responsável também pela edição do material. A arte, design editorial e diagramação ficaram a cargo de Felipe Goes. Os registros fotográficos são de Eduardo Queiroz, Alex Costa e Cid Barbosa.
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

sexta-feira, 14 de março de 2014

'PERDA TOTAL' - Diário de uma quase sobrevivente da cracolândia: 'Perda total'

Diário de uma quase sobrevivente da cracolândia: 'Perda total'

11/03/2014 02h01
A gaúcha Magali passara os últimos cinco dos seus 30 anos rezando pela mesma cartilha. "O crack é o meu pastor e nada me faltará", disse ela, parafraseando os primeiros versos bíblicos do Salmo 23, no nosso primeiro encontro em 2011.
Devota das pedras que resultam de misturas variadas da pasta de cocaína, ela vagava pela cracolândia paulistana desde 2006.
No início da manhã daquele 12 de maio, ela se espreguiça ao despertar sobre um colchonete roto. Sobrevivera a mais uma madrugada dividindo uma das tantas calçadas que lhe serviram de leito nos últimos tempos.
A turma maltrapilha começa a se dispersar. Entre sonolenta e arredia, Magali vai, aos poucos, entrando no papo. "Não gosto de reportagem", avisa, sem rodeios.
Fecho o bloco de notas e estendo a mão: "Eu me chamo Eliane Trindade. Sou jornalista e trabalho para um jornal chamado Folha de São Paulo".
Ela devolve a bola na mesma toada: "Eu me chamo Edna Magali, já me esqueci quem eu sou e faz um tempão que trabalho pro crack". Risos e um longo aperto de mão.
Estava selada, com toques de ironia e humor, uma empatia que fez da Gaúcha, como Magali é mais conhecida pelos colegas de "trampo", personagem desta crônica.
Pergunto se ela me concede uma entrevista. Marca para depois do banho e do café da manhã. Faz fila, junto com outros usuários de crack, à porta da Cristolândia, missão da igreja Batista que atua na área.
Retorna 45 minutos depois e se esparrama no colchonete. Cruza as pernas e monopoliza a conversa. Leva um lero com "noias" que também filaram o "rango dos crentes".
Magali fica mais tempo conversando com Alemão, um dos "radicais", como são chamadas os ex-usuários que viraram missionários e tentam convencer a galera a trocar crack por Cristo.

Arquivo Pessoal
Foto mostra Edna Magali ao deixar
                                  a cracolândia e durante tratamento, 20
                                  dias depois
Foto mostra Edna Magali ao deixar a cracolândia e durante tratamento, 20 dias depois
MENOS SERMÃO
Ela lavou os cabelos tingidos de louro e trocou de roupa -pegou uma muda nova na montanha de peças doadas pelos evangélicos. Jogou os trapos sujos que usava "não sei há quantos dias" no lixo.
Revigorada pelo banho quente e pela cafeína, participa do culto. "Gosto das músicas, mas o sermão me deixa mal."
É quase meio-dia quando nos sentamos no bar da esquina da rua Barão de Piracicaba, no centro de São Paulo. Magali pede dinheiro para dar entrevista. Explico que nem eu nem o jornal pagaríamos para ter o seu depoimento. Ela conta que ganhou R$ 10 de um produtor de tevê. "É uma ajuda, né? Descolei duas pedras. Do contrário, ia pra viração: R$ 5 por um programa básico. Os caras me zoaram. Fui pra cima de um que veio com gracinha dizendo que minha história valia mais do que eu."
Ofereço coxinha e Coca-Cola, o mesmo que eu e o fotógrafo Apu Gomes, escalado para me acompanhar naquela reportagem, comemos na hora do almoço.
Com o estômago forrado e convencida de que não iria conseguir levar uma graninha da dupla, ela relaxa e desfia sua trajetória.
"Tava na noia e fiquei cinco dias direto sem comer. O crack tira o apetite e mata todos os desejos, menos o de buscar por mais pedra. Já roubei e me vendi por R$ 1 ou um farelo de crack. Já vi matar e quase morri. Fui estuprada não sei quantas vezes. Nada me fez parar."
Magali aponta para a própria "carcaça" de 46 kg perdidos em seus 1,70 m. "Meu corpo não aguenta mais."
Pele e osso, exibe inúmeras cicatrizes espalhadas por uma silhueta de "modelo anoréxica". Sua passarela são as ruas do centro até então território livre para consumo e venda da "filha pobre e maldita" da cocaína.
Duas noites antes, ela conta ter rastejado por grãos de crack de péssima qualidade. Gaúcha destila um vocabulário rico, de quem concluiu o Ensino Médio em uma boa escola. Filha de uma família de classe média baixa, ela evita falar da vida pré-cracolândia.
PEREBOLÂNDIA
Naqueles dias, ganhava o noticiário a chegada do óxi, um crack batizado, logo apontado pela polícia e especialistas como mais letal e viciante.
Magali constata na carne outros malefícios não propalados: "Sai pereba pra todo lado. Esse crack de merda vai comendo a pele. É pra matar mesmo. Com esse óxi, a cracolândia vai virar 'perebolândia'", profetiza.
Ela mostra feridas recentes e outras cicatrizadas. Marcas visíveis dos efeitos devastadores do crack no organismo e na vida. "Choro de saudade dos meus filhos, mas nem por eles fui capaz de sair dessa", diz. Com olhos marejados, limita-se a informar a idade deles: 11, 9 e 6 anos.
Enquanto faz um breve inventário de perdas, vai contando as perebas nas pernas e no braço. "Olha aqui, cinco, seis, sete..." Pula uma cicatriz grande na barriga, grossa e mal costurada. É a pista de outras feridas. "Foi uma facada. Coisa de rua. Não gosto de lembrar."
É melhor não insistir. "O que ficou pela estrada?", indago. Ela fica muda por um tempo e repete como se dialogasse consigo mesma. "O que ficou pela estrada? Três filhos, a minha saúde, tantos amores e uma família cansada do que eu chamo de minhas dores e fraquezas e que para eles é só falta de vergonha na cara."
Magali faz da sarjeta divã. "Odeio sermão de quem acha que como a gente tá dormindo imundo no chão não tem consciência do abismo É o contrário. Temos tanta que nos afundamos mais, justamente por saber o quanto é penoso sair."
O caminho é de pedra: ela contabiliza internações, prisões por porte e consumo da droga, condenação por roubo. "Cada recaída é pior que a outra. Vem aquela angústia de que o crack ganhou mais uma. Até quando? Não sei."
O começo, o meio e o fim são sempre o mesmo: alimentar um vício que a fez debutar nos perigos da estrada aos 15 anos.
Ela pede para não colocar no jornal o nome da sua cidade natal para não expor as crianças nem provocar a ira do ex-marido.
Da menina que se deixou seduzir pelo primeiro cigarro da maconha no Rio Grande do Sul à mulher que vira bicho na disputa por farelos de crack, Magali faz um balanço com a frieza de um auditor: "É perda total".
Com um auto diagnóstico tão pouco animador, ela resolveu recorrer à Cristolândia. Dois dias antes, fizera uma ficha para conseguir vaga para sua terceira internação.
"Eu ficava vendo os crentes e ria deles. Até gritava pra todo mundo ouvir: 'O crack é meu pastor e nada me faltará'. Agora, estou aqui, tentando o remédio deles. Só Deus mesmo, como eles dizem, um ser mais poderoso, para me tirar dessa. O bagulho é do outro mundo."

Apu Gomes - 19.mai.2011/Folhapress
Edna Magali, a Gaúcha,
                                  fotografada na região central da
                                  cidade de São Paulo
Edna Magali, a Gaúcha, fotografada na região central da cidade de São Paulo
NOVO RG
Folha acompanhou por quase dois anos as idas e vindas de Magali em sua aposta de abandonar o crack tendo o Evangelho como remédio e Jesus como terapeuta.
Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, a devota do crack embarcou para Campos, no Rio de Janeiro. Em 26 de maio de 2011, trocou as noites ao relento por um leito numa clínica.
Exibia também uma segunda via do RG, obtida no Poupatempo dois dias antes. Na bagagem, Magali levava péssimas recordações de outras tentativas de tratamento, entre elas no serviço oferecido pela Prefeitura de São Paulo. "É muita burocracia. Tem que passar no psicólogo, confirmar que é dependente e ficar esperando. Nunca tem vaga. Quando tem, não funciona. Ninguém tá preocupado com a gente, só querem tirar os zumbis da rua. Só que o capeta manda um mensageiro e a gente volta pra cracolândia rapidinho."
Dois meses antes, ela só aguentou dez dias numa clínica em Juquitiba, interior de SP, para onde foi mandada em sua primeira aproximação com a Cristolândia. "O bagulho lá era desorganizado. Não era uma clínica mesmo. A gente ficava lá sem ter o que fazer e eu logo arrumei briga", relata. "Só sonhava com a droga."
A cracolândia ganhou a parada e ela voltou para a velha rotina de prostituição e roubos. "Agora vai ser diferente. Fiz meus documentos e vou poder viajar para o Rio. Lá é uma comunidade terapêutica, vai ser melhor", afirma, na véspera do embarque.
Uma paixão platônica faz sua confiança aumentar. Ela voltou a flertar com a Cristolândia, embalada por um novo amor. Alemão, também em tratamento, está em outra fase e trabalha agora como elo da missão com os usuários. "Ele tá limpo há mais tempo que eu. A gente namora, mas não pode beijar nem nada. Só vamos ficar quando eu também tiver limpa."
Em 16 de junho, por telefone, Magali relata sua nova rotina. "Tô gorda, ou melhor, tô gostosa", diz. Ganhou 12 kg em 20 dias. "Nos primeiros dias, só comia e dormia. Senti mais falta do cigarro do que do crack, mas fiquei firme."
Interrompe a ligação e pede para uma terapeuta mandar uma foto dela para o meu celular. A foto impressiona. O rosto de Magali ganhou bochechas que rejuvenesceram as suas feições em uma década. Os cabelos estão alisados e negros. "Já sou outra pessoa, né? Por fora e por dentro."
Conta ter enviado a foto também para Alemão. Os dois não se falam desde a partida de São Paulo. Ela me pede um favor: "Quando você encontrar com ele na Cristolândia diz que eu tô bem e com muita saudade e que a gente vai sair dessa junto".
A adaptação na Comunidade Terapêutica Elcia Barreto Soares, em Campos (RJ), está sendo complicada. "Magali chegou muito agressiva, com hábitos de fora. Aqui não pode falar palavrão", explica a missionária Roseana Pereira, responsável pela estrutura mantida pelos batistas. O local só acolhe mulheres, ao custo de R$ 300 mensais por paciente.
Ao se despedir, Magali pede: "Não me esquece, viu? Vou ficar aguardando você ligar de novo. Manda um beijo para o meu amor". Faço as vezes de cupido. Alemão é reticente quanto ao envolvimento emocional e só diz: "Espero que dessa vez ela consiga encontrar a paz".
CRISE DE ABSTINÊNCIA
No começo de setembro, em um novo contato telefônico, Magali passa uma certa tranquilidade na voz. "Não tive mais crise de abstinência de droga, só de liberdade. Mas tem que ser assim." Ela segue a toada de comer, ler a Bíblia e fazer tarefas terapêuticas em grupo. "É legal, mas não aguento mais de saudade do meu amor."
Já se passaram quase quatro meses de internação, ela tem pela frente outros três. Faz um balanço positivo: "Descobri que minha vida ainda vale a pena." Faz planos de casar com Alemão na Cristolândia. Parece fácil, mas O que é mais difícil no processo? "O preconceito por eu ter vindo da cracolândia. Ter que lidar com os olhares de nojo e as desconfianças de todos por eu ter saído da rua. Quando você conta que veio da cracolândia, te tratam como verme. Pior do que lidar com a abstinência é encarar a seco a discriminação. Na noia é fácil. A gente é tudo bicho. Não pensa em nada, não sente frio nem dor."
Das oito colegas de internação, ela e outra menina têm o mesmo perfil. "O preconceito só começou a ser superado com o convívio. Peço exemplos de algumas situações. "Prefiro não falar disso. É passado."
Mais uma das tantas lembranças que quer esquecer. Nos falamos 20 dias antes de ela deixar a clínica, com a promessa de que ela vai me ligar do Rio, quando se instalar como missionária da Cristolândia, tendo como currículo a sua "cura do crack".
E o futuro? "Eu ainda não tô pronta para reencontrar meus filhos. Tenho muito raiva dentro de mim. Às vezes, sou muito agressiva, me culpo muito. Acho que eu nunca vou me perdoar de verdade. Depois de 15 anos nesse buraco, não sobra muita coisa. Que droga é essa que faz uma mãe abandonar três filhos? Dá para imaginar a força dessa merda. Preciso dizer mais?"
RECAÍDA
Perdi o rastro de Magali por vários meses, logo depois sua saída da comunidade terapêutica. A internação durou sete meses e terminou antes do Natal, quando ela ainda chegou a fazer uma viagem missionária, relatando o seu caso em igrejas no Espírito Santo.
Ela frequentou a unidade da Cristolândia no centro do Rio por algum tempo. "Infelizmente, ela não está mais conosco. Voltou para as ruas", relatou Diego Machado, coordenador da missão no Rio, em fevereiro de 2012.
Tentei localizá-la diversas vezes com a ajuda dos missionários. A última pista do seu paradeiro foi dada por um pastor que a visitara, em junho, em um hospital onde passou por uma cirurgia de emergência, após ser esfaqueada em uma briga de rua. Quando conseguir falar na enfermaria onde ficara uma semana, ela já tinha tido alta e voltado para as ruas.
O crack ganhara mais uma.
Um tempo depois, seria novamente internada com infecção generalizada. A última cicatriz não cicatrizou. Magali morreu em setembro de 2012. "Recebemos a notícia com tristeza, mas sem fazer julgamentos. Nossa luta continua. Mesmo que 10 mil caiam e apenas um se levante, nós não vamos desistir", diz o pastor Humberto Marchado, da Cristolândia, em São Paulo.
Aos 33 anos, Gaúcha foi mais uma baixa na batalha contra o crack. "Eu não tenho medo de morrer, tenho medo de viver", ela me disse quando nos despedimos às vésperas de sua saída da reabilitação. "Não me esquece, viu?", foi o seu último pedido naquele telefonema.

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