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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

Ministério da Saúde informa que monitora situação

POR AGÊNCIA BRASIL - O número de casos de zika vírus no país subiu 20% de janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com mesmo período de 2022. A Região Sudeste teve o maior aumento de casos, com percentual de 11,7%.

O Ministério da Saúde informou "que os dados são preliminares e sujeitos a alterações e que a vigilância das arboviroses – o que inclui as infecções causadas pelo vírus zika – é de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado aos serviços de saúde”.

No mês de abril, em meio ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, as arboviroses, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate às doenças, transmitidas por um mesmo vetor, a picada do mosquito Aedes aegypti. 

Na ocasião, o Ministério da Saúde acionou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e foram realizadas ações de apoio nos 11 estados com maior número de casos e mortes por dengue e chikungunya. Outra ação foi investimento de R$ 84,3 milhões em compra de inseticida, larvicida, distribuição de kits de diagnóstico e capacitação de profissionais de saúde. 

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil e pode originar epidemia, diz estudo

Cientistas detectaram, em 2019, sequências genéticas de uma linhagem africana do vírus. Como ela nunca havia circulado no país, maior parte da população não tem anticorpos para combatê-la.
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Uma nova linhagem do vírus da zika está em circulação no Brasil, segundo pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia. Por meio de uma ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus, os cientistas detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano dele, com potencial de originar uma nova epidemia.

Segundo Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, dois dados indicam que a linhagem circulou pelo Brasil em 2019:
  • ela foi encontrada em dois Estados distantes entre si: no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro;
  • os hospedeiros que “abrigavam” os vírus eram diferentes: um mosquito “primo” do Aedes aegypt, chamado Aedes albopictus, e uma espécie de macaco.

A descoberta foi publicada no início de junho, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

Diferentes linhagens
São conhecidas duas linhagens do vírus da zika: a asiática e a africana (subdividida em oriental e ocidental).

A ferramenta do Cidacs acompanha, desde 2015, quais circulam no Brasil. Há mudanças notáveis nas 248 sequências genéticas analisadas ao longo do período: até 2018, a maior parte era de um subtipo asiático do Camboja (90%). Em 2019, outro subtipo passou a preponderar: o da Micronésia (89,2%).

O mais preocupante foi outra constatação: também em 2019, segundo o estudo, 5,4% das sequências eram inéditas no país, de linhagem africana.

Para Queiroz, há o perigo de uma nova epidemia. “A maior parte da população não tem anticorpos para isso”, diz.

Número de casos em 2020
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, foram notificados 3.692 casos prováveis do vírus da zika - número muito inferior aos 47.105 casos de chikungunya e aos 823.738 de dengue. Segundo os cientistas, com a nova linhagem genética, a situação pode mudar.

Larissa Catharina Costa, uma das autoras da pesquisa, reforça a importância de um monitoramento constante. “Atualmente, com as atenções voltadas para a Covid-19, este estudo serve de alerta para não esquecermos outras doenças, em especial, da zika. (...) Os estudos genéticos devem continuar sendo realizados a fim de evitar um surto da doença com o novo genótipo circulante”, diz.

FONTE: G1
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/06/24/nova-linhagem-do-virus-da-zika-esta-em-circulacao-no-brasil-e-pode-originar-epidemia-diz-estudo.ghtml

domingo, 22 de março de 2020

Essa é uma convocação. O Brasil precisa que você entre para o combate. Faça a sua parte e elimine os focos do mosquito todos os dias. Saiba mais em...

Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika
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O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.

Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes

DENUNCIE FOCOS DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI:  Quando o foco do mosquito Aedes Aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. Faça sua parte!

FONTE: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/combate-ao-aedes

@twitter do ministério da saúde

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Coronavírus: Brasil atualiza critérios de doação nos bancos de sangue

A ação é uma medida preventiva em todo o país
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Com o surgimento do novo coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde atualizaram os critérios de doação nos bancos de sangue como uma ação preventiva em todo país.

A triagem clínica já incluía a verificação de dengue, chikungunya e zika. A atualização deste ano incluiu o Covid-19 e outras variações como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Pessoas que estiveram em regiões com casos confirmados de coronavírus não poderão doar sangue pelo prazo de 30 dias, a contar do retorno das áreas afetadas pela epidemia. O prazo também será aplicado a quem teve contato com paciente infectado ou com suspeita da doença.

Aqueles pacientes que tiveram a doença, só poderão doar sangue 90 dias depois da completa recuperação.

A regra não se aplica a doadores que tiveram resfriado comum ou infecções de vias respiratórias causadas eventualmente por coronavírus, sem histórico de viagem para as regiões epidêmicas ou sem contato com pessoas desses lugares.

As autoridades informam ainda que não existe evidência de transmissão de coronavírus por transfusão de sangue.

Em casos de dengue e chikungunya, o prazo também é de 30 dias. Para zika, são 120 dias até que o candidato possa ser considerado apto para doar sangue.
POR MEIO NORTE

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Mosquitos do ‘bem’ combatem a dengue

Método inovador utiliza uma bactéria para reduzir a capacidade do Aedes aegypti de transmitir o vírus da dengue, zika e chikungunya
Foto: Erasmo Salomão / ASCOM MS
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa nesta segunda-feira (2), da liberação dos chamados mosquitos do “bem” em Niterói (RJ). A tecnologia já se mostrou promissora no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya). Nos primeiros resultados, os insetos infectados com a bactéria Wolbachia reduziram em 75% os casos de chikungunya, em 33 bairros da região. A tecnologia inibe a transmissão de doenças que atingem o ser humano. A ação acontece na Clínica Comunitária da Família, Dr. Antônio Peçanha, em Niterói.

Também participam da ação, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira; a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade; a secretária municipal de Saúde de Niterói, Maria Célia; e o pesquisador da Fiocruz e líder do World Mosquito Program no Brasil, Luciano Moreira.

Nesta etapa, o conjunto de bairros contemplados são Fonseca, Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço, todos em Niterói. Após a soltura dos mosquitos, o ministro da Saúde visita o laboratório World Mosquito Program (WMP), da Fiocruz, onde são desenvolvidas todas as fases de produção dos insetos, desde a produção de ovos até a preparação para liberação nos locais em que o projeto acontece.

A metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. A Wolbachia é uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro destes insetos. Não há qualquer modificação genética, nem da bactéria, nem do mosquito. A Wolbachia está naturalmente presente na maioria dos insetos, mas não é encontrada nos mosquitos Aedes aegypti.

Até o momento, o método Wolbachia já foi aplicado em 28 bairros do Rio de Janeiro e 33 de Niterói, beneficiando 1,3 milhão de pessoas. Também faz parte do projeto a realização de ações prévias de engajamento e comunicação junto às comunidades locais e profissionais de saúde sobre a segurança do método e seu impacto no ecossistema. Esse processo de mobilização já se iniciou em Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), sendo que a soltura dos mosquitos será iniciada nas três localidades no próximo ano, com o apoio do Ministério da Saúde.

Além dos três estados, está programada uma nova expansão do Wolbachia em 2020 para: Fortaleza/CE, Foz do Iguaçu/PR e Manaus/AM. Somente em 2019, o Ministério da Saúde investiu R$ 21,7 milhões na tecnologia.

As liberações dos mosquitos são realizadas semanalmente, durante 16 semanas, em grupos de bairros. Durante o monitoramento, é verificada a necessidade de realizar novas solturas pontuais. Em áreas onde é possível trafegar, a Fiocruz utiliza veículo para realizar a ação. Em áreas onde não é possível, as liberações são feitas por agentes das prefeituras.
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segunda-feira, 25 de março de 2019

Casos de dengue crescem 224% em 2019, diz Ministério da Saúde

Número de casos registrados chegou a 229 mil nos primeiros meses do ano. Número de mortes também aumentou.
Dengue
Os casos de dengue cresceram 224% em 2019, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25) durante um balanço sobre os casos da doença no Brasil entre dezembro de 2018 e março de 2019.
Foram registrados 229.064 casos nas primeiras 11 semanas de 2019 (até 16 de março). No mesmo período de 2018 foram registrados 62,9 mil.

Os estados do Acre, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul foram os que registraram aumento do número de casos da doença. Estes estados tem taxa de incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes, com destaque para o Tocantins com incidência de 602,9 casos/100 mil habitantes.

Também houve um aumento de 67% no número de mortes pela doença passando de 37 para 62 mortes. O estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, é o que registrou o maior número de mortes pela doença no país.

Zika e chikungunya

Também houve um aumento no número de casos de zika registrados no período. Foram 2.062 casos da doença. Em 2018, no mesmo período, foram registrados 1.908 casos prováveis. Em 2019, não foram registradas mortes pela zika.

Já a chikungunya registrou uma queda de 44% no número de casos. Em 2019, foram registrados 12.942 casos no país, com uma incidência de 6,2 casos/100 mil hab. Em 2018, foram 23.484 casos. Também não foram registradas mortes pela doença em 2019.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Especialistas alertam que zika e chikungunya podem ser ameaça no Verão

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti já causaram surtos no Brasil em 2016
(foto: Wikimedia/Muhammad Mahdi Karim/Reprodução)
O fim do ano está chegando e, com ele o Verão, estação que traz a promessa de chuvas intensas. Apesar do alívio climático, especialistas alertam que o Brasil pode voltar a sofrer com epidemias de zika e chikungunya. Ainda que tenha sido registrada redução da incidência de casos das duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti este ano, elas podem voltar a ter força a partir de dezembro de 2018 ou janeiro de 2019, quando já terá passado o período da primeira onda de surto em alguns estados.

Segundo Carlos Brito, pesquisador colaborador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco, o país se dedicou mais nos últimos dois anos ao estudo dos impactos do zika, devido ao surto e à perplexidade causada pelos casos de microcefalia em bebês. Ele ressalta, no entanto, que mesmo assim o Brasil continua despreparado para atender novos casos das arboviroses, principalmente de chikungunya.

"Na verdade, deixou-se um pouco de lado a chikungunya que, para mim, é a mais grave das arboviroses. E as pessoas geralmente nem têm ciência da gravidade, nem estão preparadas para conduzir a chikungunya. É uma doença que na fase aguda não só leva a casos graves, inclusive fatais, mas deixa um contingente de pacientes crônicos, que estão padecendo há quase dois anos com dores, afastamento das atividades habituais de trabalho, lazer e vida social", explica Carlos Brito em entrevista para a Agência Brasil.

O pesquisador diz ainda que a incidência das doenças transmitidas pelo Aedes deve variar por região. Os estados que tiveram muitas pessoas infectadas no início do surto em 2016, como os do nordeste, poderão ficar imunes por mais um tempo. No entanto, muitos municípios ainda têm a probabilidade de enfrentar novos surtos, como o Rio de Janeiro, que recentemente registrou vários casos de arboviroses.

"No Brasil tudo toma uma dimensão muito grande, porque é um país de dimensão continental. Então, não estamos preparados, nem os profissionais de saúde foram treinados, nem estamos tendo a dimensão da intensidade da doença, nem as instituições estão atentas para uma epidemia de grandes proporções em um estado como São Paulo, com 40 milhões de habitantes, ou no Rio de Janeiro, com 20 milhões", alerta Brito.

Redução

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na sexta, dia 17 de agosto, de janeiro até 28 de julho deste ano foram registrados 63.395 casos prováveis de febre chikungunya no país. O resultado é menos da metade do número de casos reportados no mesmo período do ano passado, quando foram 173.450 doentes. Em 2016, tivemos 278 mil casos.

Mais da metade, ou seja, 61% dos casos reportados este ano, estão concentrados na região sudeste. Em seguida, aparece o centro-oeste (21%), o nordeste (13%), norte (7%) e sul (0,35%).

Nos primeiros sete meses de 2018 foram confirmadas 16 mortes por chikungunya. No mesmo período do ano passado, 183 pessoas morreram pela arbovirose. A redução no número de óbitos foi de 91,2%. Já em relação ao vírus da zika, em todo o país foram registrados 6.371 casos prováveis e duas mortes até o fim de julho. No ano passado, essa febre tinha infectado mais de 15 mil pessoas no mesmo período. A maior incidência de zika este ano também está concentrada no sudeste (39%), seguida pela região nordeste (26%).

Ameaça

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

95 brasileiros morreram por dengue, zika ou chikungunya entre janeiro e julho de 2018

Dengue tem o maior número de óbitos (80). Centro-oeste lidera casos de dengue; já o Sudeste, sai à frente em relação ao chikungunya.
Aedes Aegypti transmite dengue, zika e
-chikungunya (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Entre 31 de dezembro de 2017 e 14 de julho de 2018, o Brasil teve 95 mortes confirmadas por dengue (80), chikungunya (13) e zika (2).

Os dados são de boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado no dia 7 de agosto. As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

Regiões do Brasil apresentam distribuições diferentes de arboviroses: Centro-oeste lidera casos de dengue; já o Sudeste, sai à frente em relação ao chikungunya.

Em relação à dengue, além das 80 mortes, o Brasil registrou 174 casos de dengue grave e 1.987 casos de dengue com sinais de alarme.

Entre os casos e mortes por dengue, a região Centro-oeste responde pela maior parte -- com o município de São Simão (GO) apresentando o maior número de casos. São 7.117,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Confira a distribuição de casos prováveis da dengue por região:
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domingo, 10 de junho de 2018

Ceará tem 19 cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 19 dos 184 municípios cearenses (10,3%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.

Esses municípios têm índice de infestação predial (IIP) acima de 4%, o que representa risco de surto das três doenças. O LIRAa indica ainda alerta para surto em outros 64 municípios (34,8) entre eles, está Fortaleza. Nestas cidades, o Índice de Infestação Predial (IPP) está entre 1% e 3,9%.
O índice de infestação predial (IIP) com taxas inferiores a 1% são consideradas satisfatórias. De 1% a 3,9%, há situação de alerta. Quando a taxa é igual ou maior a 4%, há risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes, segundo o Ministério da Saúde.
“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida”, alerta o Ministério da Saúde.

Casos no Ceará

De acordo com Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), com registros até 2 de junho, foram confirmados 2.444 casos das três doenças: dengue, zika e chikungunya. Foram 1.605 casos de dengue, 15 de dengue grave, que resultou em nove mortes; 22 casos de zika, dos quais três em gestantes; e 802 casos de chikungunya. As três doenças têm o mosquito Aedes aegypti como vetor.
Segundo o Ministério da Saúde, para 2018, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.

Cidades com risco de infestação

Pereiro, Crateús, Pacoti, Boa Viagem, Aracoiaba, Quixadá, Baturité, Parambu, Chaval, Farias Brito, São Luís do Curu, Itatira, Viçosa do Ceará, Ererê, Itapiúna, Canindé, Quixeramobim, Capistrano e Campos Sales.

Cidades em situação de alerta

Icó, Barreira, Granja, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Pindoretama, Reriutaba, São Gonçalo do Amarante, Senador Sá, Tabuleiro do Norte, Baixio, Cedro, Guaiúba, Ipaumirim, Itapagé, Redenção, Saboeiro, Salitre, Assaré, Barroquinha, Fortaleza, Pedra Branca, Uruburetama, Horizonte, Ipu, Monsenhor Tabosa, Pacatuba, Ararendá, Hidrolândia, Jucás, Tejuçuoca, Maracanaú, Ipaporanga, Pacajus, Solonópole, Caririaçu, Granjeiro, Ocara, Pentecoste, Marco, Varjota, Martinópole, Mulungu, Alto Santo, Itaitinga, Moraújo, Caridade, Maranguape, Novo Oriente, Tianguá, Mucambo, Tauá, Caucaia, Acarape, Senador Pompeu, Barbalha, Choró, Chorozinho, Jaguaretama, Milhã, Altaneira, Catarina, Ibicuitinga e Crato.
Com informação do G1

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estudo descarta novo surto de Zika

A pesquisa estima que o Zika atingiu seu potencial máximo de contaminação em apenas um ano e essa proteção imune “coletiva” seria suficiente para conter um novo surto
Doença é transmitida pelo Aedes Aegypti
(Foto: Divulgação)
Um estudo do grupo do Laboratório de Pesquisa em Infectologia (LAPI) da UFBA, em colaboração com universidades e laboratórios europeus, demonstrou, através de modelagem matemática e pesquisas de campo, que a possibilidade de um surto de Zika similar ao episódio de 2015 a 2016 é altamente improvável em futuro próximo.

A pesquisa estima que o Zika atingiu seu potencial máximo de contaminação em apenas um ano e essa proteção imune “coletiva” seria suficiente para conter o surto e impedir que aconteça novamente até que a população atual tenha sido substituída por novos nascimentos ou pela migração.
“Devido à taxa altíssima de infecção no período de um ano, e de acordo com modelo matemático desenvolvido em colaboração com uma equipe do Reino Unido, podemos afirmar que a possibilidade de um novo surto é muito pequena. Muitas pessoas já adquiriram imunidade com o primeiro surto”, diz o professor de Infectologia da Faculdade de Medicina Carlos Brites, coordenador da pesquisa que resultou em um artigo publicado na terça-feira, 14 de novembro, na mBio, periódico científico da Sociedade Americana de Microbiologia.

sábado, 2 de setembro de 2017

Mortes por chikungunya no Ceará sobem para 87 este ano

POR CEARÁ AGORA
Em duas semanas, mais 17 pessoas morreram vítimas de chikungunya no Ceará. Já são 87 mortes confirmadas pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), de acordo com dados do boletim epidemiológico, divulgado nesta sexta-feira (1º). Entre os óbitos, 71 ocorreram em Fortaleza. O número de casos confirmados subiu para 82.017 mil. São 6.565 casos a mais em duas semanas.

Também foram confirmadas mortes nos municípios de Acopiara (2), Aracati (1), Beberibe (2), Caucaia (3), Itapajé (2), Maranguape (2), Marco (1), Morada Nova (1), Pacajus (1) e Senador Pompeu (1). A maior incidência das mortes continua sendo em homens, 55,2% dos casos. Em 2017, foram notificados 121.165 casos suspeitos de chikungunya. Segundo a Sesa, apenas quatro municípios cearenses não notificaram casos suspeitos da doença.
Este ano, 12 pessoas morreram vítimas da dengue. Até o momento, o Ceará tem 86 casos confirmados de dengue com sinais de alarme (DCSA) acontecidos nos municípios de Abaiara, Alto Santo, Aracati, Brejo Santo, Caucaia, Chorozinho, Crato, Fortaleza, Guaiúba, Iracema, Maracanaú, Marco, Piquet Carneiro, Quixadá, Russas e Tabuleiro do Norte.
Não há registro de mortes por zika. O número de casos confirmados este ano é 482, dos 3.175 casos suspeitos notificados. Dos casos notificados, 1.167 foram em gestantes, sendo 64 confirmados, destes, 25 foram confirmados pelo critério laboratorial e 39 pelo critério clínico-epidemiológico.
Com informações G1 – CE

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir zika

Mosquito do gênero Culex (Pixabay)
Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados
POR CORREIO 24 HORAS
O genoma do vírus Zika, coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex, foi sequenciado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. Com o sequenciamento, foi descoberto que o vírus consegue alcançar a glândula salivar do animal, o que indicaria, segundo a instituição, que o pernilongo pode ser um dos transmissores do vírus Zika.
Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.
Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.
Também foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva expelida do Culex, coletadas pelos cientistas. De acordo com a Fiocruz, o artigo “demonstra” a possibilidade de transmissão do vírus Zika por meio do pernilongo na cidade. Será analisado agora “o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus Zika”, como informou a instituição em seu comunicado.
O genoma do zika já havia sido sequenciado em 2016 pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow, mas na ocasião foi usada uma amostra humana. Esse sequenciamento é uma espécie de mapa de cada gene que forma o DNA do vírus. Agora, pela primeira vez no mundo, o mapeamento é feito a partir do mosquito.
Mais detalhes serão concedidos à imprensa nesta tarde, na sede da Fiocruz Pernambuco, no Recife.

sábado, 15 de abril de 2017

Vírus da zika pode causar ainda mais sequelas

Outro achado do estudo foi o caso de um bebê com indícios de insuficiência renal possivelmente associada à infecção pelo zika
Dois estudos brasileiros indicam que a infecção pelo zika pode causar mais danos do que os conhecidos ou provocar sequelas meses após o nascimento. Em uma das pesquisas, cujos resultados foram publicados no periódico “Acta Neuropathologica”, um grupo de patologistas analisou amostras de tecido cerebral de dez bebês que morreram logo após o parto e cujas mães haviam sido infectadas pelo zika na gestação.
Os cientistas verificaram que cinco dessas crianças haviam desenvolvido hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). “Nesses casos, a lesão provocada pelo zika era muito mais grave, estava no tronco cerebral. Ali, a calcificação e a destruição eram muito intensas”, explica a líder do estudo, Leila Chimelli, neuropatologista do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, integrante da Sociedade Brasileira de Patologia e professora da UFRJ.
Outro achado do estudo foi o caso de um bebê com indícios de insuficiência renal possivelmente associada à infecção pelo zika. O vírus foi encontrado nos rins da criança. Um segundo estudo, ainda em andamento e coordenado pelo médico Saulo Duarte Passos, professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP), descobriu o caso de um bebê nascido sem microcefalia, mas cuja cabeça parou de crescer aos dois meses de vida. “Hoje ele está com seis meses e o perímetro cefálico está estagnado desde então. Esse caso mostra a importância do acompanhamento também dos bebês que nascem sem nenhuma anormalidade”, conta.
O estudo foi iniciado há um ano com o objetivo de acompanhar 700 gestantes da região de Jundiaí e seus respectivos bebês, independentemente da ocorrência de zika na gravidez. Desse total, 526 já deram à luz e 46 crianças nasceram com microcefalia. “A incidência da má-formação na região nos surpreendeu, até porque inicialmente o grande número de casos estava concentrado no Nordeste”, comenta Passos. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Casos confirmados de dengue, chikungunya e zika no CE em 2017 chegam a 1.328

Acúmulo de água parada é o principal cenário
 para infestação do Aedes. ( Foto: Honório Barbosa )
Além das arboviroses, a Secretaria de Saúde investiga 8 suspeitas de microcefalia

O número de casos confirmados de dengue, chikungunya e zika no Ceará em 2017 já chega a 1.328. Os dados mais recentes foram divulgados pela Secretaria de Saúde (Sesa) nesta sexta­feira (24). Além das arboviroses citadas, a Sesa investiga 8 casos suspeitos de microcefalia.

Dengue 

Conforme os dados analisados pela Secretaria, em 2017 o Ceará vem apresentando um número de casos notificados de dengue dentro do esperado para o período, com exceção da 5ª semana do ano, que apresentou pico de notificações com registro de 1.238 casos, representando 21,5% do total de casos notificados, até o momento.

Neste ano, foram notificados 5.747 casos de dengue, destes, 803 casos (13,9%) foram confirmados, uma redução de 68,6% em relação aos 2.591 casos confirmados até 8ª semana de 2016. 

Na análise de incidência de casos notificados de dengue por município, destacam­se Alto Santo, Brejo Santo, Guaramiranga e Iracema com incidências acima de 300 casos por 100 mil hab. Até a presente data, não há registro de óbitos confirmados.

Chikungunya 

Em 2017, até meados de fevereiro, foram notificados 3.385 casos, destes, 518 (15,3%) confirmados. Os casos confirmados concentraram­se na faixa etária entre 20 e 59 anos (64,6%) e o sexo feminino (56,3%) foi predominante. Sobre a taxa de incidência dos casos suspeitos de chikungunya, destacam­se os municípios de Aracoiaba, Baturité, Independência e Pentecoste. 

Em 2016, foram confirmados 26 óbitos pela febre. Já em 2017, há registro de um óbito suspeito no município de Fortaleza.


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FONTE: Diário do Nordeste

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Microcefalia é ‘ponta do iceberg’ de danos causados pela zika, diz estudo


Um novo estudo liderado por cientistas brasileiros mostrou que a microcefalia é apenas uma entre várias alterações cerebrais provocadas pela infecção congênita pelo vírus zika. O estudo, publicado na revista científica Radiology, descreveu com precisão as áreas do cérebro mais afetadas e o grau de severidade dos danos.
De acordo com os autores, o estudo, que incluiu 45 bebês nascidos no Brasil infectados com zika, é a maior coleção de imagens dos danos causados pelo vírus além da microcefalia. Os crânios dos bebês frequentemente tinham aparência “desmoronada”, “com suturas sobrepostas e dobras redundantes na pele”, segundo o artigo.
A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), com sede no Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Pesquisa Professor Amorim Neto (Ipesq), em parceria com a Universidade de Tel Aviv (Israel) e do Hospital Infantil de Boston (Estados Unidos).

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cientistas identificam proteínas do vírus da zika que causam microcefalia



Duas proteínas do vírus da zika são responsáveis pela microcefalia, de acordo com um estudo liderado por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos. O vírus é formado por 10 proteínas, mas apenas duas delas estão envolvidas nas alterações da regulação celular que desencadeia a má-formação, segundo os autores da pesquisa publicada nesta quinta-feira, 11, na revista científica Cell Stem Cell.
Estudos anteriores já haviam provado que o vírus da zika é responsável pela microcefalia e explicado como o vírus infecta as células-tronco do cérebro, induzindo-as à morte celular e impedindo o desenvolvimento normal do cérebro. Para isso, foram utilizados experimentos em animais e em organoides – popularmente conhecidos como minicérebros – que simulam as estruturas cerebrais humanas em laboratório.

sábado, 6 de agosto de 2016

Contra zika, EUA liberam testes com mosquitos transgênicos

País registrou 15 casos de transmissão da doença no estado da Flórida

© Paulo Whitaker / Reuters

O órgão regulador Food and Drug Administration (FDA) autorizou na última sexta-feira (5) o início de testes com mosquitos transgênicos no estado da Flórida, contra a disseminação do zika vírus por meio do Aedes aegypti.

A FDA concluiu que os mosquitos modificados pela empresa Oxitec não devem impactar negativamente o meio ambiente. Os testes serão conduzidos na região de Key Haven, segundo informações do G1.
Chamado de "Aedes do bem", o mosquito macho sofreu alteração genética que deixa sua prole infértil. Pelo menos 15 casos de zika transmitidos localmente já foram detectados na Flórida.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Composto encontrado no chá verde inibe vírus da zika, diz estudo



Um novo estudo feito por cientistas brasileiros mostra que um composto encontrado no chá verde (Camellia sinensis) é capaz de bloquear a entrada do vírus da zika em células cultivadas em laboratório.
A substância, epigalocatequina galato (EGCG), é um polifenol conhecido por inibir a atividade de diversos vírus. Segundo os autores, o estudo foi o primeiro a mostrar a ação do composto no vírus da zika, indicando que a droga pode ser, no futuro, uma opção para a prevenção das infecções.
A pesquisa, publicada na revista científica Virology, foi realizada por cientistas do Laboratório de Estudos Genômicos da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em São José do Rio Preto, e do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).
De acordo com a autora principal do estudo, Paula Rahal, professora de Unesp e membro da Rede Zika – uma força-tarefa criada por cientistas paulistas para combater a epidemia -, o estudo demonstrou que a EGCG de fato bloqueia a entrada do vírus em células.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Estudo mostra que muriçoca é potencial transmissora da zika




Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectou o vírus da zika em mosquitos Culex quinquefasciatus – conhecidos popularmente como pernilongos – coletados na cidade do Recife, capital do Pernambuco. Segundo informações da Agência Fiocruz, o estudo, divulgado nesta quinta-feira, 21, confirma que a espécie é um potencial vetor do vírus causador da infecção.
Para realizar o teste, foram coletados mosquitos na Região Metropolitana do Recife. Culex infectados naturalmente pelo vírus da zika foram identificados em três dos 80 grupos de pernilongos analisados. Em duas amostras, os pernilongos não estavam alimentados – o que indica que o vírus não foi contraído pelo mosquito após picada recente em um hospedeiro contaminado.
Segundo a Agência Fiocruz, na região onde a pesquisa foi realizada, a população do pernilongo é cerca de vinte vezes maior do que a de Aedes aegypti – mosquito considerado o principal vetor do vírus. Pernambuco é o Estado brasileiro com maior número de casos confirmados de microcefalia, má-formação associada à infecção pelo vírus da zika.
Laboratório
Os pesquisadores também alimentaram os espécimes de Culex e Aedes com sangue e vírus. Depois, cada mosquito foi dissecado para a extração do intestino e da glândula salivar, que bloqueiam o desenvolvimento do vírus. Quando a espécie não é vetor de uma doença, o vírus é barrado pelo mosquito. Em caso contrário, ele se dissemina, infectando a glândula salivar, de onde será transmitido às pessoas por meio da picada. A pesquisa mostrou que foi possível detectar o vírus tanto no Aedes quanto no Culex.
Segundo a Agência Fiocruz, os resultados apontam para a necessidade de novos estudos para avaliar a participação do Culex na epidemia de zika.

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