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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Instalações de combate ao Ebola são atacadas na Guiné

CONTINENTE AFRICANO

Agência Reuters | 11h05 | 14.02.2015

No país, equipes da Cruz Vermelha foram atacadas cerca de dez vezes por mês no ano passado


Multidões destruíram uma instalação de tratamento de Ebola e atacaram equipes médicas no centro da Guiné após rumores de que a Cruz Vermelha planejava desinfetar uma escola, disse neste sábado um porta-voz do governo.
As equipes da Cruz Vermelha na Guiné foram atacadas cerca de dez vezes por mês no ano passado, disse a organização nesta semana, alertando sobre o fato de que a violência estava atrapalhando os esforços para conter a doença.
Durante o incidente de sexta-feira, na cidade de Faranah, localizada cerca de 400 quilômetros a leste da capital, Conacri, moradores atacaram um centro de Ebola e atearam fogo contra um veículo da entidade Médicos Sem Fronteiras.
A equipe de enterros da Cruz Vermelha também virou alvo e foi forçada a se retirar, afirmouFodé Tass Sylla, porta-voz da campanha do governo contra a doença.
“Toda essa agitação tem o objetivo de amedrontar nossos parceiros e dar uma ajudinha ao vírus. Não aceitaremos isso”, afirmou. “Todos precisam entender que a luta que lideramos requer o engajamento de todos os cidadãos.”
O número de novos casos na Guiné quase dobrou na semana passada, para 64, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), comprometendo um plano do governo de chegar a zero até março.
Mais de 2.000 pessoas morreram de um total de 3.000 casos na Guiné. O país forma, ao lado de Serra Leoa e Libéria, o cinturão mais afetado pela maior epidemia do vírus na história.
FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/internacional/online/instalacoes-de-combate-ao-ebola-sao-atacadas-na-guine-1.1221875

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Farmacêutica desiste de testar remédio contra Ebola na Libéria

SAÚDE

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a incidência de doenças mortais continua a cair nos três países mais atingidos pela epidemia no ano passado

A empresa farmacêutica Chimerix descartou a possibilidade de testar sua droga experimental contra o Ebola em pacientes na Libéria, afirmando que o número de infecções caiu nas últimas semanas e que apenas uma pequena parcela dos pacientes haviam sido inscrita no estudo.
Se as autoridades brasileiras liberarem a pesquisa, o novo soro estará disponível dentro de nove meses para aplicação em humanos / Foto: Fotos Públicas
(Foto: Fotos Públicas)
A companhia afirmou em nota publicada na noite de sexta-feira que, após discutir com a Administração norte-americana de Alimentos e Medicamentos (FDA), vai “cessar qualquer participação em todos os atuais e futuros estudos clínicos do remédio brincidofovir” para pacientes com o vírus do Ebola. Isso inclui uma pesquisa na Libéria patrocinada pela Universidade de Oxford que teria início neste mês. Peter Horby, um pesquisador de Oxford que ajudava na realização do estudo, afirmou que a decisão de suspendê-lo “surgiu de discussões bilaterais entre a Chimerix e a FDA”.
Ele disse desconhecer qualquer outra razão para a medida além do número decrescente de casos. A recuada abrupta nos planos da farmacêutica levanta questões sobre o impacto dos casos cada vez menores de pacientes com Ebola no Oeste da África sobre os testes com drogas e vacinas atualmente realizados na região.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a incidência de doenças mortais continua a cair nos três países mais atingidos pela epidemia no ano passado: Guiné, Libéria e Serra Leoa. A Chimerix planejava desenvolver o brincidofovir inicialmente para prevenir e combater um vírus diferente, o Citomegalovírus.
No ano passado, testes de laboratório sugeriram que o medicamento também teria potencial para tratar o Ebola, o que levou ao seu uso emergencial em diversos pacientes infectados, além de dar início a uma série de testes clínicos.

FONTE:
CORREIO

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Identificados 53 medicamentos que podem conter disseminação do ebola

PESQUISA

Identificados 53 medicamentos que podem conter disseminação do ebola

Agência Brasil | 08h16 | 17.12.2014

Apesar da identificação, são necessárias novas investigações e testes em animais e humanos

ebola
Ultimo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o Ebola contabilizou mais de 6 mil mortos; Pior situação é em Serra Leoa
FOTO: C. BLACK/ WHO
Uma equipe internacional de cientistas identificou, em um universo de 2.816medicamentos, 53 que poderão servir para conter a disseminação do vírus ebola nas células.
Apesar disso, e ainda que todos os produtos identificados já estejam aprovados para uso em pacientes com outras patologias, é precisomais investigações e testes em animais e humanos.
Esta é uma das principais conclusões de estudo publicado na revista Emerging Microbes and Infections, do grupo editorial Nature, do qual participaram cientistas de centros dos Estados Unidos e do Canadá.
Adolfo García-Sastre, da Escola Icahn de Medicina do Hospital Monte Sinai, em Nova York, explicou que alguns dos medicamentos identificados já estão no mercado, enquanto outros não, mas que todos foram aprovados para uso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ministro da Saúde diz que Brasil não pode ficar tranquilo em relação ao ebola

PREOCUPADO

Ministro da Saúde diz que Brasil não pode ficar tranquilo em relação ao ebola

Folhapress | 16h01 | 05.12.2014

Arthur Chioro se reuniu com ministros da saúde que compões o Brics e firmaram um acordo para desenvolver um plano de controle da epidemia do virus

arthur chioro
Arthur Chioro discutiu o assunto em reunião com ministros da saúde de países do Brics
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
O ministro da saúde, Arthur Chioro, disse nesta sexta-feira (5) que, apesar de não ter nenhum caso registrado no país, ainda "não podemos ficar tranquilos" em relação aoebola.
Segundo Chioro, a epidemia nos países da África Ocidental ainda deve demorar para ser controlada. "A epidemia não está controlada. Na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné ela continua trazendo óbitos e não se tem uma perspectiva de redução em curtíssimo prazo. O trabalho de controle depende desse apoio internacional", disse.
A afirmação ocorreu após os ministros de saúde dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) anunciarem, em Brasília, um acordo para desenvolver um plano de controle do ebola. Na quarta-feira (3), o Ministério da Saúde anunciou a doação de R$ 25 milhões para o combate da epidemia e apoio aos países mais afetados.
Além do ebola, os ministros também firmaram um acordo para ampliar o acesso a medicamentos para tratamento de tuberculose nos países do Brics (os quais representam 50% dos casos notificados da doença no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde) e de baixa renda.
Entre as ações previstas, está a elaboração de um plano para chegar em 90% o número de pessoas que possam receber o tratamento nestes locais. No Brasil, os medicamentos sãodistribuídos pelo SUS.
Os ministros também divulgaram a criação de grupos de trabalho para discutir estratégias de prevenção e tratamento da desnutrição, obesidade e controle do vírus HIV. A meta é garantir o diagnóstico, o tratamento e redução da carga viral do HIV para toda a população destes países até 2020.
As propostas serão apresentadas em março de 2015, em reunião em Genebra, na Suíça.
FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/nacional/online/ministro-da-saude-diz-que-brasil-nao-pode-ficar-tranquilo-em-relacao-ao-ebola-1.1167799

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Brasil doa R$ 25 milhões para combate ao ebola

AJUDA

Brasil doa R$ 25 milhões para combate ao ebola

Agência Brasil | 20h56 | 03.12.2014

Doação foi feita a diferentes setores da Organização das Nações Unidas e atenderão os moradores de Guiné-Conacri, da Libéria e de Serra Leoa


Mais R$ 25 milhões foram enviados recentemente pelo governo brasileiro para ajudar no combate ao vírus ebola nos três países da África Ocidental mais afetados pela doença. A doação foi feita a diferentes setores da Organização das Nações Unidas e atenderão os moradores de Guiné-Conacri, da Libéria e de Serra Leoa.
Metade desse valor foi repassado à Organização Mundial da Saúde (OMS) para atender populações infectadas e na tentativa de prevenir o contágio. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados vai receber R$ 6,5 milhões para auxiliar na prestação de serviços básicos, dentre eles o de saúde. O Programa Mundial de Alimentos recebeu do Brasil R$ 4,5 milhões para financiar e distribuir alimentos.
O R$ 1,5 milhão restante vai para a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebola. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, em nota enviada com o Ministério da Saúde, outros R$ 3 milhões haviam sido repassados em novembro à OMS e à Organização Panamericana da Saúde com o mesmo objetivo.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

domingo, 19 de outubro de 2014

Enfermeira espanhola que contraiu ebola 'está sem o vírus'

19/10/2014 18h02 - Atualizado em 19/10/2014 18h30

Segundo exame será feito para confirmar se Teresa Romero poderá receber alta; ela foi o 1º caso de transmissão de ebola fora da África.

Da BBC
Imagem mostra a enfermeira Teresa Romero com o cão Excalibur, que foi sacrificado pelas autoridades (Foto: EPA/BBC)Imagem mostra a enfermeira Teresa Romero com o cão Excalibur, que foi sacrificado pelas autoridades (Foto: EPA/BBC)
A auxiliar de enfermagem espanhola que havia contraído ebola, Teresa Romero, está com "carga viral zero", segundo o resultado de um primeiro exame divulgado neste domingo (19) pela família da paciente.
O teste negativo não significa, ainda, que a enfermeira esteja livre de ebola, pois isto teria de ser comprovado em uma segunda análise. Novos resultados são esperados dentro de 24 a 48 horas.
Pedindo "prudência", Teresa Mesa, uma amiga que se converteu na porta-voz da família, disse que os médicos do hospital Carlos 3º, em Madri, estão otimistas e confiantes de que o próximo exame em Romero também virá negativo.
A auxiliar de enfermagem, que tem 44 anos, sabe da notícia e se encontra bem, eufórica e ansiosa para receber alta, disse a amiga segundo a agência EFE.
Ela pegou o vírus depois de ajudar a tratar um missionário espanhol que morreu depois de contrair a doença em Serra Leoa - o primeiro caso de transmissão de ebola fora da África.
De lá para cá, dois casos semalhantes foram registrados nos EUA, com profissionais que ajudaram a tratar um liberiano que morreu no Texas.
FONTE: G1

sábado, 18 de outubro de 2014

Obama pede à população para não ceder à histeria e ao medo do ebola

SAÚDE

Obama pede à população para não ceder à histeria e ao medo do ebola

Temos de ser guiados pela ciência”, comentou o presidente no discurso semanal ao país
Agência Brasil
Atualizado em 18/10/2014 14:13:26
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado (18) à população norte-americana para não ceder à “histeria ou ao medo” por causa do vírus ebola. Obama considerou que o país e o mundo enfrentam uma “doença grave”, mas que “não se pode ceder à histeria ou ao medo, porque isso só torna mais difícil transmitir às pessoas as informações necessárias”.
“Temos de ser guiados pela ciência”, comentou o presidente no discurso semanal ao país(Foto: Divulgação)
Com mais de 4,5 mil vítimas fatais, a crise provocada pelo vírus tem atingido, sobretudo, os países africanos da Guiné, Libéria e Serra Leoa. “Temos de ser guiados pela ciência”, comentou o presidente no discurso semanal ao país.
Informou que tem enfrentado falsos alarmes, incluindo no Pentágono, onde uma entrada foi fechada depois de uma mulher ter vomitado em um estacionamento. Mais tarde foi divulgado que não havia provas de contágio da mulher.
A posição de Obama surge um dia após o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, ter avisado que a batalha contra a doença estava sendo perdida. Segundo Kim, isso se deve à falta de solidariedade internacional nos esforços para conter a epidemia, já que alguns países estão preocupados apenas com as suas fronteiras. 
Porta-voz das Nações Unidas, Jens Laerke, informou que o dinheiro para combater a crise tem chegado diariamente, na sequência do apelo, feito há um mês, para reunir US$ 1 bilhão.

FONTE: CORREIO 24 HORAS

terça-feira, 14 de outubro de 2014

EUA admitem que precisam rever forma que fazem a prevenção do ebola

EPIDEMIA

EUA admitem que precisam rever forma que fazem a prevenção do ebola


EPIDEMIA

EUA admitem que precisam rever forma que fazem a prevenção do ebola

07h02 | 14.10.2014

Diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças declarou que a confirmação do caso de contágio de enfermeira revelou a necessidade de "repensar" protocolos e segurança

Friedman
Frieden disse que, apesar de o País ser capaz de tratar com segurança o ebola de maneira que o contágio seja evitado, o "conhecimento" sobre isso pode não estar sendo disseminado de maneira correta
FOTO: CHRIS SMITH / U.S. HHS
O governo dos Estados Unidos reconheceu a necessidade de rever a forma como vem trabalhando na prevenção de infecções porebola. O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), Thomas Frienden, disse em uma entrevista coletiva que a confirmação do caso de transmissão da enfermeira Nina Pham, 26 anos, revelou a necessidade de "repensar" protocolos e segurança.
A enfermeira está internada em Dallas, no Texas, e contraiu a doença quando cuidava do liberiano Thomas Duncan, que chegou aos Estados Unidos na última quinzena de setembro, apresentou os sintomas em território americano e faleceu na semana passada.
Frieden disse que, apesar de o país ser capaz de tratar com segurança o ebola de maneira que o contagio seja evitado, o "conhecimento" sobre isso pode não estar sendo disseminado de maneira correta. "Temos que rever a forma com a qual abordamos o controle de infecção do ebola. Até mesmo uma única infecção é inaceitável”, disse Frieden hoje na sede do CDC em Atlanta.

sábado, 11 de outubro de 2014

Brasil continua com poucas chances de transmissão, diz ministro

EBOLA

Brasil continua com poucas chances de transmissão, diz ministro

Folhapress | 13h05 | 11.10.2014

Na manhã de hoje, foi divulgado resultado negativo do primeiro teste para a doença do paciente Souleymane Bah, 47

EBOLA
FOTO: REUTERS/ARQUIVO
O ministro Arthur Chioro (Saúde) afirmou neste sábado (11) que o Brasil "continua sendo um país com poucas chances de transmissão" do ebola. Na manhã de hoje, foi divulgado resultado negativo do primeiro teste para a doença do paciente Souleymane Bah, 47. Esse foi o primeiro caso suspeito da doença no Brasil. Dado seu histórico de viagem - Bah veio de Guiné, um dos países mais afetados pelo vírus - o africano foi isolado após se apresentar com quadro febril em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Cascavel (PR).
O africano -assim como as pessoas com quem teve contato- ficará em isolamento ao menos até a próxima segunda-feira, quando o resultado de um novo exame de sangue será divulgado. Na manhã deste domingo, uma nova amostra de sangue será colhida. "Não diria que será inevitável [a transmissão da doença no Brasil]. (...) É possível que apareçam outros casos suspeitos, mas continuamos trabalhando [com a perspectiva] de que não teremos volume de casos de forma epidêmica, explosiva", disse Chioro.

Equipe se recusa a limpar ambulância que levou suspeito de ter ebola

10/10/2014 12h39 - Atualizado em 10/10/2014 19h34

Equipe se recusa a limpar ambulância que levou suspeito de ter ebola

Mulher diz que militares não foram treinados e não têm equipamento especial.
Em nota, o Corpo de Bombeiros disse que a denúncia não procede.

Janaína CarvalhoDo G1 Rio
 O missionário de 47 anos chegou em uma ambulância do SAMU vindo da Base Aérea do Galeão  (Foto: Fábio Tito/G1)O missionário de 47 anos chegou em ambulância do SAMU da Base Aérea do Galeão (Foto: Fábio Motta/G1)
Bombeiros do quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, no Subúrbio do Rio, ficaram assustados na manhã desta sexta-feira (10) quando receberam a ordem para limpar a ambulância que transportou o paciente com suspeita de ebola da base aérea do Galeão para a Fiocruz. Após deixar o africano Souleymane Bah, de 47 anos, no pátio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a viatura foi levada para o quartel e os bombeiros designados para a tarefa se recusaram a entrar na ambulância.
Após deixar a África, paciente passou por duas cidades do Paraná (Foto: Reprodução / Globo)Após deixar a África, paciente passou por duas
cidades do Paraná (Foto: Reprodução / Globo)
“Tem uma equipe que é designada para fazer a desinfecção das ambulâncias do Samu quando elas chegam no quartel. Quando essa ambulância chegou lá ficou todo mundo surpreso e revoltado. Ninguém tinha sido preparado ou submetido a treinamento para fazer essa limpeza. Os bombeiros se recusaram”, afirmou a esposa de um bombeiro que trabalha no quartel, mas que não quis se identificar.
Em nota, o Corpo de Bombeiros disse que a denúncia não procede. "A viatura utilizada no transporte do paciente fica baseada no Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP), em Duque de Caxias, atuando exclusivamente para essa destinação e sendo tripulada por uma equipe altamente capacitada para lidar com casos como o de hoje. A remoção do material utilizado, bem como a limpeza química, foram feitas por esses mesmos militares e os resíduos foram devidamente encaminhados para a Fiocruz para incineração."
De acordo com a mulher que fez a denúncia, os dois militares designados para fazer esse trabalho não tinham roupas específicas para realizar o procedimento e no momento que a ambulância chegou ao quartel cerca de 80 bombeiros e funcionários da unidade estavam no local. “Fiquei muito preocupada, queria que ele saísse de lá na mesma hora. Esse vírus ainda é muito desconhecido. Pode ser que esse caso não seja confirmado, mas pode haver outro e o Brasil não está preparado para lidar com isso, ao contrário do que disseram hoje na televisão”, criticou a mulher.
Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)
Após a recusa da equipe que faz a limpeza das ambulâncias normais, uma equipe do grupamento de operações com produtos perigosos, do próprio Corpo de Bombeiros, foi para fazer a desinfecção do veículo. “A dúvida, a revolta é porque não reservaram um lugar na própria Fiocruz para fazer essa limpeza lá mesmo. Sei que a profissão dele é arriscada, mas o trabalho dele é o que ele faz com orgulho e amor. Meu receio é pelo despreparo do governo, deixando essas
pessoas e suas famílias tão vulneráveis”, disse a mulher de um militar do quartel da Penha, destacando que por volta das 12h a viatura já havia passado pela limpeza e deixado o local.
Segundo a assessoria do Corpo de Bombeiros, a ambulância é previamente envelopada (seu interior é coberto por plástico, para que não haja contato dos instrumentos com o paciente). Durante o transporte, tanto o paciente quanto a equipe médica utilizam equipamentos de proteção (macacão de tyvek, protetor facial, bota, luvas, entre outros). Após o transporte, o plástico é removido e é feita limpeza com solução química na viatura. Esse material e refugos de limpeza são, então, incinerados. Ainda de acordo com a assessoria, o material descartável  serão incinerados.
Resultado em 24 horas
O africano Souleymane Bah, que está com suspeita de ebola, chegou por volta das 6h30 desta sexta-feira (10) na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele está recebendo os atendimentos básicos, como a medição de temperatura e pressão, e está sob isolamento. Os médicos do instituto devem colher uma amostra de sangue ainda na manhã desta sexta para realizar testes que devem comprovar  se o africano possui ou não a doença. O resultado do exame fica pronto em até 24 horas.
A amostra colhida será enviada para teste no Instituto Evandro Chagas de Belém, no Pará. Segundo assessoria, a Fiocruz é referência somente no atendimento a doenças infecciosas. Souleymane, de 47 anos, é de Guiné, na África Ocidental, e até quinta-feira (9) estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) II, no bairro Brasília, em Cascavel, no oeste do Paraná.
O africano veio para o Brasil na condição de refugiado e, de acordo com o documento expedido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração, ele pode permanecer no país até o dia 22 de setembro de 2015.
(Abaixo, o infectologista Luiz Carlos Pereira Junior, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, esclarece dúvidas sobre o ebola no Jornal Hoje.)


FONTE: G1

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Africano com suspeita de ebola teve contato com 64 pessoas no Brasil

Em Brasília
As autoridades de saúde identificaram 64 pessoas que podem ter entrado em contato nos dois últimos dias com o guineano Souleymane Bah, internado nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, com suspeita de ter contraído o ebola, embora não tenha voltado a apresentar sintomas.
O paciente de 47 anos foi na quinta-feira (9) a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Cascavel, no Paraná, relatando que na quarta-feira (8) tinha tido febre, tosse e dor de garganta, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista coletiva.
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Epidemia de ebola na África provoca temor mundial290 fotos

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10.out.2014 - Ambulância com paciente com suspeita de ebola passa pela na avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Souleymane Bah, 47, chegou em Cascavel (PR) vindo da Guiné, na África. Ele ficará internado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas Leia maisFabio Teixeira/Folhapress
As autoridades informaram que identificaram 64 pessoas que entraram em contato com o paciente, 60 delas no centro médico de Cascavel, entre eles três médicos e enfermeiros que lhe atenderam diretamente e os outros quatro são dois casais que moram no mesmo domicílio onde Souleymane se alojava.
Essas pessoas são consideradas "sob risco" já que o paciente agora não apresenta sintomas, embora as autoridades monitorem sua temperatura uma vez ao dia. Já os três funcionários de saúde que trataram do paciente terão a temperatura medida duas vezes ao dia, segundo o ministro.
Os sintomas de Bah se apresentaram no 20º dia depois de sua saída da Guiné, dentro do prazo de incubação da doença, que é de 21 dias.
Desde a tarde da quinta-feira, quando Bah chegou ao ambulatório, não voltou a apresentar sintomas e sua temperatura é normal, embora por proceder da Guiné, um dos países mais afetados pelo ebola, e por se encontrar dentro do período de incubação, foi considerado como um caso "suspeito".
Bah foi internado nesta sexta-feira (10) no Rio de Janeiro no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde foram feitos exames de sangue, que serão enviadas para análise a um laboratório da mesma instituição situado em Belém, no Pará.
O Evandro Chagas de Belém é um laboratório público de referência internacional para febres hemorrágicas.
O resultado dos testes será conhecido em um prazo máximo de 24 horas, segundo o ministro, que revelou que também foi feito um teste para malária no paciente, que deu negativo.
Chioro disse que "todos os protocolos foram aplicados", e a resposta das autoridades foi "um sucesso". Ele também afirmou que o isolamento da UPA de Cascavel foi feita de forma "adequada".
O governo notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde divulgará um novo boletim às 18h, no entanto, o exame de sangue do paciente ainda não estará pronto.
Saiba mais sobre ebola
  • O que é o ebola?
    A doença é causada pelo vírus ebola e, no surto atual, já matou quase a metade dos pacientes diagnosticados com a doença. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.
  • Como se contrai o vírus?
    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.
  • Quais países têm mais casos de ebola?
    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola, e há casos na Nigéria. EUA e Espanha levaram compatriotas infectados para tratamento em seus países.
  • Quem tem mais risco de contrair a doença?
    Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que tratam os pacientes com ebola são os indivíduos em maior situação de risco. Mas, qualquer pessoa que se aproxime de infectados se coloca em risco.
  • O ebola tem cura?
    Não. Existem apenas remédios e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá, nos Estados Unidos e na África. O tratamento consiste em amenizar os sintomas.

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FONTE: BOL

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