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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Canal recebe mais de mil denúncias de preços abusivos de combustíveis

Minas Gerais foi o estado que mais recebeu reclamações

POR AGÊNCIA BRASIL - A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) recebeu 1.059  denúncias no primeiro dia de aberto o canal para receber reclamações sobre preços abusivos praticados por postos de combustíveis. 

Os números se referem a registros feitos até as 17h desta terça-feira (23). Minas Gerais lidera a lista, com 149 denúncias. Na sequência, vêm Ceará, São Paulo, Bahia e Alagoas, com 82, 79, 74 e 72 denúncias, respectivamente. 

Leia Também: Petroleiros aprovam medida que barateia preço dos combustíveis

A iniciativa vem como resposta do governo ao anúncio, na semana passada, de redução dos valores dos combustíveis pela Petrobras. Com a abertura do canal de denúncias, a Senacon pretende investigar práticas abusivas e aplicar as sanções cabíveis aos infratores, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

Os registros de valores exacerbados estão sendo feitos por formulário online

Mutirão do Preço Justo

Para verificar se os postos de abastecimento estão repassando de forma adequada as variações de preço ao consumidor final e se estão cumprindo as normas e regulamentações vigentes, a Senacon coordenará, nesta quarta-feira, 24 de maio, o Mutirão do Preço Justo, em todo o Brasil. Com o apoio dos Procons, será feito o monitoramento da precificação dos combustíveis nas cidades brasileiras, com envio para Senacon do maior e do menor valor encontrado nos estabelecimentos. O relatório com os dados será apresentado ao público no dia 30 de maio.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-05/canal-recebe-mais-de-mil-denuncias-de-precos-abusivos-de-combustiveis

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Petroleiros aprovam medida que barateia preço dos combustíveis

Federação Única dos Petroleiros espera redução no valor dos alimentos

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, comemorou o anúncio feito nesta terça-feira (16) pelo presidente da Petrobras, Jean Paulo Prates, de redução do preço médio do diesel, da gasolina e do gás de cozinha. Prates também confirmou o fim da adoção do mecanismo de Preço de Paridade Internacional (PPI), implementado em 2016 e mantido por quase sete anos.

Em vídeo gravado na página da FUP, Bacelar disse “que o presidente Lula abrasileirou o preço dos combustíveis. Agora, teremos o gás de cozinha mais barato para o povo trabalhador e menos inflação e comida mais barata na mesa do trabalhador e da trabalhadora”.

Com a nova política, o brasileiro deixa de pagar pelos combustíveis como se fossem importados, pois a Petrobras, agora, não considera apenas, a cotação do petróleo no mercado internacional e do dólar, e nem os custos de importação. “Afinal, o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, a Petrobras tem grande parque de refino e utiliza majoritariamente petróleo nacional que ela mesma produz. Assim, com a nova política, reduz-se também a volatilidade de preços ao consumidor” explicou.

O coordenador-geral da FUP disse que a federação e seus sindicatos lutam desde 2016 para derrubar o PPI que promoveu no mercado interno repasses automáticos e aumento de preços internacionais do petróleo. “Essa política garantiu à Petrobras grandes lucros e dividendos recordes para os acionistas, em detrimento de investimentos”, explicou.

Continue Lendo emhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-05/petroleiros-aprovam-medida-que-barateia-preco-dos-combustiveis

terça-feira, 5 de julho de 2022

Pelo menos 20 estados anunciaram a redução do ICMS sobre combustíveis

Governadores do Ceará e do Amazonas fizeram os anúncios nesta segunda

POR AGÊNCIA BRASIL - Pelo menos 20 estados já anunciaram a redução do ICMS sobre combustíveis. Os governadores do Ceará e do Amazonas fizeram os anúncios nesta segunda-feira (04).

O Distrito Federal publicou no dia primeiro deste mês um decreto limitando em 18% a cobrança do ICMS. As alíquotas da gasolina e do etanol eram de 27%. Segundo o governo distrital, a perda é estimada em R$ 1,7 bilhão por ano.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que terá que rever as contas do Distrito Federal. O Sindicato dos Comércio Varejista de Combustíveis do DF estima uma redução de R$0,43  na gasolina e R$ 0,40 no etanol com a redução do ICMS. Os consumidores devem sentir aos poucos a diferença na bomba, com a renovação dos estoques, diz o presidente da entidade Paulo Tavares.

São Paulo foi o primeiro a fazer a redução do ICMS. No estado, a alíquota caiu de 25% para 18%. Minas Gerais, Goiás, Paraná e Amapá também já anunciaram o corte.

As ações procuram atender a lei que limitou o ICMS sobre combustíveis ou a definição do Conselho Nacional de Política Fazendária de que o imposto deve ser calculado sobre a média de preços dos últimos 60 meses.

Mas, a discussão ainda não terminou. No Congresso, os parlamentares ainda precisam avaliar os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei do teto do ICMS. No Supremo Tribunal Federal, governadores questionam a lei do teto e a lei que determinou alíquota uniforme em todo o país.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-07/pelo-menos-20-estados-anunciaram-reducao-do-icms-sobre-combustiveis

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Postos devem exibir preço de combustível com duas casas decimais

Prazo para se adequar à nova norma da ANP termina amanhã

POR AGÊNCIA BRASIL - Termina amanhã (7) o prazo para que postos em todo país se adequem à regra de exibir o preço dos combustíveis com duas casas decimais, e não mais com três, como ocorre atualmente.

A mudança foi determinada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio da Resolução nº 858/2021, publicada em novembro do ano passado.

De acordo com a ANP, o objetivo da mudança “é deixar o preço do combustível mais preciso e claro para o consumidor, além de estar alinhado com a expressão numérica da moeda brasileira”. 

Leia Também: Postos terão duas formas de mostrar preços de combustíveis

Assim sendo, acrescenta a agência, os preços deverão ser exibidos com duas casas decimais tanto no painel de preços quanto nos visores das bombas abastecedoras.

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segunda-feira, 2 de maio de 2022

Postos terão duas formas de mostrar preços de combustíveis

A medida passa a valer a partir do próximo dia 7

POR AGÊN CIA BRASIL - Os revendedores de combustíveis de todo o país vão exibir os preços com duas casas decimais e não mais com três, como acontece atualmente. A medida passa a valer a partir do próximo dia 7. É o que determina a Resolução nº 858/2021, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deu prazo para as revendedoras se adequarem até essa data.

Segundo informou hoje (2) a ANP, o objetivo da mudança é deixar o preço do combustível mais preciso e claro para o consumidor, alinhado-o com a expressão numérica da moeda brasileira. Os preços deverão ser exibidos com duas casas decimais, tanto no painel de preços quanto nos visores das bombas abastecedoras.

A ANP salientou, entretanto que, nas bombas, será permitido que o terceiro dígito seja mantido, desde que seja zero e fique travado no momento do abastecimento. A agência entende que, dessa forma, os postos não precisarão trocar os módulos das bombas, o que poderia acarretar custos aos agentes econômicos. Como a terceira casa decimal estará zerada e travada, a percepção é que não haverá dúvidas e que o objetivo da regra, que é dar clareza aos consumidores.

A agência avaliou que essa mudança não implicará impactos no valor final dos preços dos combustíveis, uma vez que ela não trará custos relevantes aos revendedores, nem restrições aos preços praticados.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-05/postos-terao-duas-formas-de-mostrar-precos-de-combustiveis

quinta-feira, 10 de março de 2022

Senado analisa propostas sobre combustíveis

Auxílio a motoristas e vale-gás estão entre as propostas

POR AGÊNCIA BRASIL - O plenário do Senado começou a discutir hoje (10) projeto de lei que cria uma conta de estabilização dos preços dos combustíveis (CEP Combustíveis) e amplia o programa Auxílio Gás. O debate ocorre no mesmo dia em que a Petrobras anunciou a elevação dos preços do diesel em cerca de 25%, em suas refinarias, e da gasolina em quase 19%, como reflexo da alta nas cotações do petróleo no mercado internacional em função da guerra na Ucrânia.

A sessão no plenário da Casa começou na manhã desta quinta-feira (10) com a votação de propostas consensuais sobre outros temas e foi suspensa por pouco mais de uma hora para os ajustes finais nas propostas pelo relator das matérias, Jean Paul Prates (PT-RN).

Leia Também: Petrobras reajusta preços da gasolina e diesel para as distribuidoras

Diante do anúncio da Petrobras e de várias tentativas frustradas do Senado em avançar nas propostas, por falta de consenso, o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu empenho dos pares para deliberação hoje dos temas. Pacheco disse aos senadores que o anúncio do aumento substancial do preço dos combustíveis pela Petrobras impõe ao Senado a apreciação ainda nesta quinta de ambos os projetos.

Mudanças

O relator do pacote dos combustíveis no Senado, Jean Paul Prates, aceitou a criação de um auxílio a motoristas de baixa renda e a ampliação do vale-gás a famílias carentes. Conforme parecer protocolado nesta quinta-feira, o senador incluiu as medidas no projeto de lei que cria uma conta de estabilização dos preços dos combustíveis. Antes, os subsídios estavam previstos no texto que altera a cobrança do ICMS, imposto arrecadado pelos estados. Os dois textos estão pautados nesta quinta-feira no plenário.

Na proposta que está em discussão na tarde hoje no Senado, o chamado Auxílio Combustível Brasileiro vai beneficiar motoristas autônomos, taxistas e motociclistas de aplicativo com renda familiar de até três salários-mínimos, priorizando quem recebe o Auxílio Brasil.

O custo da medida é de R$ 3 bilhões e deverá ficar dentro do teto de gastos, de acordo com o texto. Além disso, o parecer amplia o vale-gás, pago atualmente pelo governo federal, para 11 milhões de famílias, dobrando o público atendido, com impacto de R$ 1,9 bilhão neste ano, também dentro das regras fiscais.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2022-03/senado-analisa-propostas-sobre-combustiveis

segunda-feira, 1 de março de 2021

Agência Brasil explica: como é a composição do preço dos combustíveis

Impostos e margem de lucro de vendedores elevam preço final

Por Agência Brasil - Nos últimos meses, os brasileiros têm sido surpreendidos com o aumento do preço dos combustíveis. A combinação de dólar alto e de aumento da cotação internacional do petróleo têm pesado no bolso no consumidor.

O preço dos combustíveis é liberado na bomba – ou na revenda, no caso do gás de cozinha. No entanto, grande parte do que o consumidor desembolsa reflete o preço cobrado pela Petrobras na refinaria. Como num efeito cascata, alterações nos preços da Petrobras, que seguem a cotação internacional e o câmbio, refletem-se nos demais componentes do preço até chegar ao preço final.

Impostos, adição de outros combustíveis à mistura e preços de distribuição e de revenda somam-se ao valor cobrado nas refinarias. Ao sair da Petrobras, o combustível sai com o valor do produto mais os tributos federais: a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), partilhada com estados e municípios; o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro de combustível. Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretende zerar esses tributos, mas a medida depende de um decreto para entrar em vigor.

Ao chegar às distribuidoras, o preço sobre o combustível passa a sofrer a incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Cobrado pelos estados, o ICMS incide como um percentual sobre uma tabela de preços revisada a cada 15 dias pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelas secretarias estaduais de Fazenda.

Cada unidade da Federação define a alíquota do ICMS. Quando o preço sofre reajuste na refinaria, o Confaz atualiza a tabela de preços. Dessa forma, alguns dias após o primeiro aumento, o preço sobe novamente porque os postos repassam o aumento do ICMS ao consumidor.

Um projeto de lei enviado ao Congresso no último dia 12 pretende mudar o modelo de cobrança do ICMS e introduzir valores fixos por litro, como ocorre com os tributos federais. Dessa forma, o imposto estadual não seria afetado pelos reajustes nas refinarias, reduzindo o impacto sobre o bolso do consumidor.

Composição

No caso da gasolina e do diesel, a adição de outros combustíveis à mistura eleva os preços. À gasolina que sai pura da refinaria é acrescentado álcool anidro, na proporção de 27% para a gasolina comum e aditivada e 25% para a gasolina premium.

Já o diesel sofre a adição de 12% de biodiesel. Esses custos são incorporados ao preço dos combustíveis que vai para as revendedoras, onde o preço final é definido com o custo de manutenção dos postos de gasolina e as margens de lucro das revendedoras.

A Petrobras pesquisa periodicamente os preços ao consumidor nas principais capitais. Segundo o levantamento mais recente, de 14 a 20 de fevereiro, a composição média dos preços dos combustíveis dá-se na seguinte forma:

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Confaz divulga nova tabela de preços médios de combustíveis

Decisão está publicada no Diário Oficial da União

Por Agência Brasil  - O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou hoje (25) a nova tabela de Preços Médios Ponderados ao Consumidor Final (PMPF) de combustíveis em todo o país.

A tabela traz o preço de 11 produtos nas 27 unidades da federação e foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU).

Os novos valores passam a valer dia 1º de fevereiro. O PMPF é usado pelos estados como base para calcular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas não define os preços na bomba de combustível dos postos.

Além da gasolina, a tabela do Confaz traz os preços de referência do diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP), querosene da aviação, etanol, gás natural veicular (GNV), gás natural industrial e óleo combustível.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-01/confaz-divulga-nova-tabela-de-precos-medios-de-combustiveis

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

App vai mostrar preço e qualidade de combustíveis em postos

Aplicativo "ANP no Posto" vai ser lançado em 1º de janeiro e terá atualização diária a partir do dia 20
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Um novo aplicativo vai mostrar não somente os preços, mas também a qualidade dos combustíveis comercializados pelos postos do Brasil. A proposta do governo federal, o app “ANP no Posto” deve ser lançado no dia 1º de janeiro de 2020.
Nesta primeira fase, a ferramenta vai funcionar apenas em Goiás, mas a ideia é que os demais estados adotem o uso do aplicativo de forma gradativa ao longo do ano, explicou a Agência Nacional do Petróleo em nota.
O app "ANP no Posto" poderá ser baixado gratuitamente na Play Store e também na App Store.
Com base na localização do usuário, será possível ter acesso aos postos próximos, saber o preço praticado pelo estabelecimento e também ter acesso a informações sobre a qualidade do combustível disponível.
A atualização do aplicativo será feita semanalmente a partir do seu lançamento e passará a ser diária a partir do dia 20 de janeiro.
Fonte: ANP

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

ANP diz que está atenta a cobranças abusivas de combustíveis

Agência pode penalizar postos que praticarem aumentos injustificados
Marcello Casal jr/Agência Brasil
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, por meio de nota, que está “atenta” para possíveis cobranças abusivas por combustíveis no Brasil. A cotação internacional do petróleo sofreu uma alta depois de ataques a uma refinaria na Arábia Saudita, na semana passada.

Segundo a nota da ANP, os preços no Brasil são “livres, por lei, em todas as etapas da cadeia: produção, distribuição e revenda.  Diante de denúncias de preços abusivos, a ANP faz ações de campo para confirmar essas suspeitas.  Quando constata a prática de preços abusivos, a agência atua em conjunto com os Procons para penalizar os infratores”.

Na última segunda-feira (16), a Petrobras divulgou  nota informando que também está monitorando a cotação internacional do petróleo, mas que, até aquele momento, não havia previsão de reajustar o preço dos combustíveis.
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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Combustíveis podem ficar até 8% mais caros com alta do petróleo

Após a elevação de quase 20% no valor do barril de petróleo causado pelos ataques na Arábia Saudita, o avanço no custo dos combustíveis é iminente. Para minimizar os efeitos, Petrobras vai segurar preços no curto prazo
De acordo com o levantamento da Agência Nacional
 do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
 (ANP), o valor no Estado 
subiu cerca de 7,6% no ano
Foto: Arquivo
Após os ataques à refinaria Aramco, na Arábia Saudita, no último sábado (14), o preço do barril de petróleo Brent no mercado internacional sofreu elevação de 19,5% ontem (16) – a maior alta diária registrada desde 1991, quando começou a Guerra do Golfo – atingindo US$ 71,95 (R$ 293,63). Os consumidores brasileiros poderão sofrer com aumento de até 8% no valor dos combustíveis, segundo estima o consultor de petróleo e gás, Bruno Iughetti. Já nas refinarias brasileiras, a elevação de preços pode chegar a até 10%.

Apesar da disparada do preço do barril, a Petrobras não deverá repassar imediatamente os aumentos para o consumidor brasileiro. A estatal vai avaliar o comportamento do preço do petróleo nos próximos dias para depois decidir se irá revisar os preços dos combustíveis no Brasil. Na prática, significa que, por ora, a petroleira vai segurar os preços dos combustíveis.

Ainda assim, Iughetti destaca que a disparada deve refletir sobres preços dos combustíveis, uma vez que a Petrobras “não poderá suportar por tanto tempo” a medida. Ele lembra que a refinaria atacada é responsável pela produção de cerca de 6% de todo o petróleo produzido no mundo.

“Com certeza, os derivados no Brasil sofrerão com essa alta. Até porque uma das variáveis utilizadas pela Petrobras no reajuste dos valores praticados nas refinarias é o preço do barril de petróleo”, explica. Além do combustível fóssil, a estatal também leva em consideração a cotação do dólar, que fechou ontem em alta de 0,05%, a R$ 4,08.
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sexta-feira, 19 de abril de 2019

O peso da inflação no orçamento do consumidor

Cearenses têm de absorver aumentos nas tarifas de água e esgoto, energia elétrica, combustíveis e gás de cozinha.
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O ano de 2019 tem sido de reajustes de tarifas dos serviços de primeira necessidade acima das expectativas dos cearenses. Água e esgoto, energia elétrica, gasolina e gás de cozinha se destacam.

Desde que mudou a política de preços dos produtos derivados de petróleo, a Petrobras dinamizou o modelo de reajustes e praticamente todos os dias realiza alguma modificação na oferta. Gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), ou gás de cozinha, são os itens que impactam mais.

Em pouco mais de dois meses, o preço médio do GLP em Fortaleza saltou de R$ 73,57 para R$ 77,39, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A síntese de valores praticados nos 54 pontos de venda pesquisados revela que o cidadão pode pagar até R$ 85 por um botijão.

Já nos 101 postos de combustível pesquisados pela ANP em Fortaleza, o preço médio da gasolina saltou de R$ 4,07, no início de fevereiro, para R$ 4,58, até o último dia 13. Nesta semana, já foi possível encontrar o litro da gasolina a R$ 4,79.

O doutor em Economia e coordenador do Observatório de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando José Pires, explica que tais aumentos acabam criando uma inflação de custo.

"Se todo o sistema econômico necessita do item, o preço de todos os produtos e serviços acaba aumentando, gerando inflação. Isso afeta a sociedade em geral e, principalmente, os mais necessitados", acrescenta Fernando, que também é professor do Departamento de Teoria Econômica da UFC.

De certa forma, os fortalezenses estão habituados com as variações da Petrobras. As surpresas ficaram por conta dos ajustes das tarifas. Primeiro de água e esgoto, confirmada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) em 15,86%, em fevereiro. E, nesta semana, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou alta de 7,39% na conta de luz dos clientes residenciais.

Acontece que todos os índices ficaram bem acima da inflação oficial do País, que fechou 2018 em 3,75%, como também da inflação na Capital, de 2,9%. Segundo o IBGE, no ano passado, Fortaleza ainda registrou deflação de 3,62% no segmento energia elétrica.

Raul dos Santos Neto é vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e aponta que esses aumentos acima da inflação "pesam muito no orçamento". "Pois são itens que dentro de uma renda média são muito representativos. Qualquer variação é extremamente sensível no dia a dia das pessoas".

sábado, 8 de setembro de 2018

Em 14 meses Petrobras modificou valor dos combustíveis 245 vezes

Apesar da mudança da política de aumento diários nos combustíveis, nos 14 meses em que essa fórmula ficou em vigor a Petrobras mudou o preço da gasolina em suas refinarias 245 vezes. Os ajustes aconteceram em média a cada dois dias. Das 245 mudanças, 137 foram altas e 108 foram reduções. No período, o litro da gasolina subiu 69,47% nas refinarias.

O último reajuste foi anunciado pela estatal na terça-feira (4), e levou o valor da gasolina a um novo recorde. O litro subiu em 1,68%, para os atuais R$ 2,207 por litro nas refinarias, depois de um mês praticamente inteiro de altas. Em agosto  foram registrados 11 aumentos e quatro reduções.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Petrobras: 'não há decisão sobre reajuste dos preços'

COMBUSTÍVEIS

Petrobras: 'não há decisão sobre reajuste dos preços'

09.01.2015
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Segundo a estatal, o assunto é frequentemente discutido pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da Companhia
FOTO: NATASHA MOTA
São Paulo. A Petrobras afirmou ontem que não há decisão quanto ao reajuste no preço da gasolina e do diesel. O comunicado foi uma resposta às informações repassadas por fontes de que a estatal estuda redução no preço dos combustíveis. Na nota, a companhia reitera que "a política de preços da Petrobras visa a não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao mercado doméstico, seja quando os preços internacionais estão em elevação, seja quando estão em declínio", diz
Ainda de acordo com a estatal, "o assunto é frequentemente discutido pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da companhia, mas, até o momento, não há decisão quanto ao reajuste no preço da gasolina e do diesel". "Caso haja alguma informação relevante sobre o tema, a companhia comunicará tempestivamente ao mercado", acrescenta. Segundo fontes, a Petrobras teme que as empresas decidam revender os combustíveis com preços mais competitivos. Por essa razão, a empresa tem discutido a redução nos preços de seus combustíveis para evitar a competição e a entrada de novos concorrentes.

FONTE:
DIÁRIO DO NORDESTE

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

COMBUSTÍVEIS - Reajuste não foi tratado, diz ministra

COMBUSTÍVEIS

Reajuste não foi tratado, diz ministra

23.08.2013

Desvalorização do real ampliou possibilidades de aumento, mas alta causaria forte impacto na inflação
Brasília. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, negou ontem que um possível reajuste no preço da gasolina e do óleo diesel tenha sido tratado na manhã de ontem, no Palácio da Alvorada, quando ela, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e a presidenta da Petrobras, Graça Foster, se encontraram com a presidente Dilma Rousseff.

O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, também negou, por meio do Blog do Planalto, que a presidenta tenha discutido aumento nos preços dos combustíveis. "Nós não tratamos desse assunto com a presidente, nem com a Graça", disse a ministra. A possibilidade do reajuste aumentou com a desvalorização do real em relação ao dólar, porque a Petrobras importa parte do combustível comercializado no país e o revende internamente a um preço inferior ao que paga. A preocupação do governo, no caso de um reajuste, é com o impacto que o aumento pode ter na inflação.

Na Bolsa

As ações mais negociadas da Petrobras fecharam em alta de 5,31%, a R$ 18,26. Já as ordinárias (com direito a voto) encerraram o dia com avanço de 5,33%, para R$ 17,39. Juntos, esses papéis equivalem a 10,65% do Ibovespa. Segundo analistas, o ganho foi estimulado pela notícia de que membros do governo federal dão como certo um novo reajuste nos combustíveis ainda neste ano. "Para equacionar o caixa da companhia e deixá-la apta para executar seu plano de negócios, a Petrobras necessita reajustar os preços dos derivados para que amenize o prejuízo no segmento de abastecimento", diz William Alves, analista da XP Investimentos. 

fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1307815

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