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terça-feira, 16 de agosto de 2022

Consumidores apresentam quase 1 milhão de reclamações na Anatel

Queixas foram contra serviços de telefonia, internet e TV

POR AGÊNCIA BRASIL - Relatório divulgado esta semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que durante o primeiro semestre de 2022, foram registradas um total de 951,3 mil reclamações contra prestadoras de serviços de banda larga fixa, TV por assinatura e telefonias móvel e fixa.

De acordo com a Anatel, o número de queixas apresentadas junto ao serviço de atendimento ao consumidor representa um volume 6,5% menor do que o registrado no segundo semestre de 2021. Segundo a agência, o Índice de Reclamações (IR), que é calculado a partir do número de reclamações mensais das prestadoras por mil acessos caiu de 0,55 para 0,51 entre o segundo semestre de 2021 em relação ao primeiro semestre de 2022.

“O resultado do primeiro semestre desse ano retoma a tendência de queda nas reclamações desde o recorde de 4 milhões de queixas registradas em 2015. A redução foi interrompida nos dois primeiros anos da pandemia de covid-19”, informou a agência.

O serviço que registrou maior número de reclamações foi referente ao celular pós-pago, com 360.068 queixas e com IR de 0,59. Em segundo lugar está o serviço de banda larga fixa, com 240.098 reclamações e IR em 0,81.

O serviço de celular pré-pago foi o terceiro maior alvo de reclamações, com 143.739 queixas e um IR de 0,20; seguido do serviço de telefonia fixa (135.271 reclamações e IR em 0,85) e da TV por assinatura (65.887 reclamações e IR em 0,72).

As reclamações contra as prestadoras desses serviços podem ser feitas de forma online, no site da Anatel, onde há uma área específica para isso, com um passo a passo que ajuda o consumidor a fazer a reclamação. Para acessá-lo, clique aqui.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-08/consumidores-apresentam-quase-1-milhao-de-reclamacoes-na-anatel

sábado, 6 de março de 2021

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019

Montante representa 17% do total disponível aos consumidores

Por Agência Brasil - Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes.

O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas.

Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda.

A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente.

Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar.

Mudança climática

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global.

"Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar.

Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável.

Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da covid-19.

Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-03/onu-931-milhoes-de-toneladas-de-alimentos-foram-para-o-lixo-em-2019

terça-feira, 2 de junho de 2020

Consumidores do Ceará têm desconto de até 94% em negociações feitas pelo WhatsApp

Operadoras de telefonia, bancos, operadoras de cartão de crédito e ainda concessionárias de água e de energia elétrica aderiram ao formato de conciliação mediado pelo Procon Fortaleza.
Consumidores podem procurar unidade do Procon ou
 WhatsApp do órgão para buscar negociação de dívida
Foto: Foto: Procon/Divulgação
POR G1 CE
O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) realizou, entre os dias 28 de abril e 29 de maio, pelo menos 4.323 atendimentos via WhatsApp, por meio da ferramenta "Negocie Procon".

Destes, 2.583 prosseguiram para negociações abertas. Os demais atendimentos não se enquadravam dentro de pré-requisitos, como possuir dívidas com as empresas participantes ou dívidas já terceirizadas, que são vendidas a financeiras.

Pelo menos 10 empresas aderiram ao formato de conciliação. São operadoras de telefonia, bancos, operadoras de cartão de crédito e ainda concessionárias de água e de energia elétrica.

Em uma das negociações, um consumidor possuía débito de empréstimo no Banco Bradesco, no valor de R$ 19.069,49 e obteve desconto de 94,76% para pagamento à vista da dívida, que caiu para R$ 999,24. Em outro caso, um consumidor registrava débito com a empresa Tim, no valor de R$ 725,93. A operadora de telefonia ofertou desconto de 90%, restando para pagamento à vista, o valor de R$ 72,59.

Segundo a diretora do Procon Fortaleza, Cláudia Santos, as empresas atenderam ao pedido de apresentar condições facilitadas para os consumidores. "O serviço, que é pioneiro, demonstra que é possível negociar dívidas, mesmo no momento difícil que estamos vivendo", ressaltou.

Como negociar a dívida?

A ferramenta "Negocie Procon" está disponível pelos números de Whatsapp (85) 98439-6661 e 98896-8888. O serviço funciona durante o período de isolamento social, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados, e apenas para mensagens de texto, não recebendo ligações telefônicas. Somente consumidores residentes de Fortaleza podem participar, devido a área territorial de atuação do Procon Fortaleza.

A orientação para o consumidor ao entrar em contato pelo Whatsapp é que ele descreva seu problema, apresentando uma proposta de negociação, e se identifique com dados pessoais do titular da dívida, como CPF, RG e endereço.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Com pandemia, mais da metade dos consumidores só poderá pagar contas em dia por 2 meses, diz Boa Vista

Pesquisa revelou ainda que 80% dos consumidores revisou o orçamento doméstico e que 59% estima precisar recorrer a crédito.
Atrasos constantes no pagamento levam servidores
 de MG à inadimplência — Foto: Reprodução/TV Globo
Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, mais da metade dos brasileiros ficará inadimplente. É o que aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29) pela Boa Vista.

Segundo o levantamento, 52% dos consumidores brasileiros afirmaram que não vão conseguir pagar as contas ou só vão poder arcar com parte delas nesse momento de pandemia. Os outros 48% disseram que vão conseguir pagar todas as contas em dia.

Questionados sobre o prazo em que conseguiriam manter as contas em dia, 28% respondeu que por menos de um mês. Outros 28% responderam que conseguem se manter adimplentes por até dois meses.
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Oi lidera ranking de queixas dos consumidores em 2013

DADOS DO DECON

Oi lidera ranking de queixas dos consumidores em 2013

28.12.2013

Além da Oi, a Claro também figurou na 10ª posição do ranking, com 131 reclamações entre janeiro e o último dia 26
Responsáveis por atormentar a vida de boa parte dos cearenses ao longo de todo ano de 2013 e alvo até de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) feita por deputados estaduais, os problemas com telefonia móvel - e fixa também, neste caso - fizeram quase duas mil pessoas irem ao Decon Ceará entre 1º de janeiro e 26 de dezembro deste ano e lideraram o ranking de reclamações do órgão estadual de defesa do consumidor, com 774 reclamações, ou seja, processos administrativos abertos.

O serviço de telefonia continua a gerar um maior volume de queixas Foto: Marília Camelo
Os números correspondem a apenas duas das dez empresas com maior número de reclamações. TNL PCS S/A e Telemar Norte Leste S/A, a primeira e a segunda mais reclamadas no Decon neste ano, atendem por um único nome fantasia: Oi. A primeira empresa, formada só por siglas, diz respeito aos serviços de telefonia móvel, enquanto a segunda corresponde aos serviços de telefonia fixa, os quais são prestados à maioria esmagadora dos cearenses.

Procurada, a Oi afirmou que aplicou R$ 180 milhões até novembro último para ampliação e modernização das redes fixa e móvel, além da TV por assinatura e banda larga como forma de garantir a extinção dos problemas. Ainda mencionou a implantação em dezembro do Projeto Click Ceará, "nova ferramenta de gestão das equipes da Oi em campo, que vai melhorar a qualidade de serviços, agilizando atendimento aos clientes com aumento da produtividade e capacitação das equipes".

Além da Oi, a Claro também figurou na 10ª posição do ranking, com 131 reclamações no período. Também procurada, a assessoria da operadora afirmou que "a empresa não mede esforços para garantir a satisfação dos seus clientes". E completou mencionando um investimento de R$ 6,3 bilhões em infraestrutura "até 2014".

As demais empresas do setor de telefonia, seja móvel ou fixa, não figuraram entre as dez empresas de maior número de processos administrativos computados pelo órgão estadual de defesa do consumidor, de acordo com o relatório enviado a pedido do Diário do Nordeste.

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