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segunda-feira, 16 de março de 2020

Sequenciamento do coronavírus possibilita o desenvolvimento de vacinas

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Cientistas brasileiras, Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na USP, em apenas 48 horas sequenciaram o genoma do coronavírus (COVID-19) do primeiro caso da doença confirmado no Brasil.

E para entender mais sobre esse sequenciamento do coronavírus, o Blog da Saúde conversou com duas pesquisadoras que fazem parte do grupo, a Dra. Camila Malta Romano, pesquisadora científica dos LIMs do Hospital das Clinicas e do Instituto de Medicina Tropical e a professora.

Dra. Maria Cássia Jacintho Mendes Corrêa, Professora Associada do Departamento de Doenças Infecciosas (USP) e coordena o Ambulatório de Hepatites Virais do Hospital das Clínicas (USP), para entender melhor esse assunto. Confira: 

1. Inicialmente pode nos explicar o que seria um sequenciamento de genoma?
Sequenciamento é a leitura do genoma de um organismo. Todos os organismos vivos são compostos por DNA, ou RNA. Tanto um como outro são formados por um conjunto de letras (bases nitrogenadas) que funcionam como um código (palavras). Por exemplo, cada trinca de bases nitrogenadas – letras- representam um aminoácido, que nada mais é do que um bloquinho utilizado para construir as proteínas de um organismo. Portanto, como analogia, entenda-se que o genoma é o conjunto de palavras de um livro, que só pode ser lido se cada letra de cada palavra for corretamente identificada. No caso da coronavírus, seu genoma é de RNA.

2. De que forma é feito um sequenciamento?Ha diversas formas atualmente de sequenciar um genoma, ou parte dele. Uma das maneiras mais básicas, e utilizadas por várias plataformas de sequenciamento utiliza marcadores acoplados as bases (letras) chamados de fluoroforos. Basicamente, fazemos uma cópia do DNA a ser sequenciado, utilizando para a síntese dessa cópia essas bases com marcadores no lugar das bases (letras) comuns que estão sendo copiadas. Após feita a cópia utilizando marcadores coloridos/fluorescentes, um aparelho “escaneia” esse DNA marcado, e interpreta as cores dos marcadores utilizados para sintetizar esse DNA. Essa interpretação, portanto, nos retorna qual é a sequência certinha das bases nitrogenadas (letras) que compunham o DNA copiado.

3. Como vocês chegaram ao sequenciamento do coronavírus?
Uma tecnologia chamada MinION, uma plataforma já utilizada em projetos anteriores aqui no Brasil para o sequenciamento de ZIKA vírus foi usada.

4. Como foi possível realizar este sequenciamento em apenas 48 horas? Normalmente, qual seria o tempo para tal descoberta?
Quando protocolos estão estabelecidos, não demora muito para realizar. O grande feito aqui foi que não havia ainda nada pronto aqui, não se tinha padronizado a técnica para o genoma de coronavírus, portanto, essa etapa, de padronização geralmente é mais demorada e pode levar dias ou semanas, a depender da dificuldade. O Grupo que o fez realizou essa padronização em tempo recorde.

5. Por que a descoberta do sequenciamento do coronavírus é tão importante?
Para o desenvolvimento de vacinas e drogas para tratamento é fundamental saber qual é a real diversidade do patógeno. Por exemplo, o HIV sofre mutações no seu genoma muito facilmente, o que dificulta não somente o desenvolvimento de uma vacina (outros fatores também estão envolvidos na dificuldade em produzir uma vacina para o HIV) mas também a drogas eficientes. Não é incomum pacientes com HIV desenvolverem “resistência” ao medicamento. Isso ocorre não porque o paciente ficou resistente, mas sim o vírus! Portanto, saber como o coronavirus se comporta em nível gnômico pode ajudar a desenvolver drogas eficientes. Além disso, através do genoma dos vírus é possível saber qual a rota de transmissão (por exemplo, se os vírus que chegaram aqui são provenientes da China, da Itália, da Alemanha) pois apos um vírus entrar numa determinada população, ele vai acumulando mutações, e aos poucos vai diferindo da população a qual ele saiu. Então comparando vírus de populações diferentes, podemos traçar sua rota de dispersão.

6. Como esta descoberta pode ajudar o Brasil e o mundo no combate ao coronavírus?
O conhecimento do genoma do vírus possibilita o desenvolvimento de vacinas e medicamentos que possam ser utilizados na prevenção e no tratamento desse vírus.
Além disso possibilita conhecer as rotas de transmissão desse vírus.

7. Quais são os próximos passos da pesquisa?
É necessário o monitoramento contínuo das eventuais alterações que esse vírus possa sofrer no sentido de compreender os rumos da epidemia. Além disso recursos financeiros deveriam ser destinados para o desenvolvimento dos processos acima mencionados: vacinas e medicamentos. O sequenciamento viral é apenas o início de um processo.

8. A sequência analisada no Brasil apresenta diferenças em relação ao genoma identificado em Wuhan, o epicentro da epidemia na China?
Sim, algumas, sendo, portanto, confirmado que o vírus não veio direto de lá para cá, mas sim, de países da Europa, que mostram sequencias genômicas mais semelhantes aos vírus daqui. Um deles era mais semelhante a vírus amostrados na Alemanha, e outro, na Inglaterra.

9. Esta descoberta ajuda de que forma o Sistema Público de Saúde do nosso país?
Como disse, anteriormente, no desenvolvimento dos processos acima mencionados: vacinas e medicamentos. O sequenciamento viral é apenas o início.
10. Vocês sabem dizer se o vírus reage de forma diferente com nosso clima?
De forma geral os vírus que causam doenças respiratórias se transmitem mais eficientemente no inverno. As aglomerações e maior possibilidade de contágio nessa época do ano, sem dúvida, favorecem a disseminação desses agentes.
Não há dados específicos relativos a esse vírus em climas tropicais. Possivelmente deverá se comportar como os demais agentes de transmissão respiratória.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Pedra na vesícula: saiba mais sobre os cálculos que causam dor na região abdominal

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A vesícula é um órgão que se assemelha ao formato de uma bolsa, componente importante do sistema digestório humano. Exerce a função de reservar e concentrar a bile produzida pelo fígado a ser liberada no intestino delgado. A bile tem a função de emulsificar as gorduras dos alimentos a serem digeridos e ajudar na absorção de importantes nutrientes como as vitaminas A,D,E e K.

O excesso de sais ou colesterol podem formar cálculos de vários tamanhos na bile e prejudicar a passagem no cano que é conectado no intestino. São essas pedras que não conseguem ser digeridas que ficando na vesícula e causam dor e mal-estar na região abdominal.

O aposentado Luiz Antônio Gomes, de 71 anos, teve pedra na vesícula há dez anos e lembra do problema que levou ele à internação. “Estava dormindo e de repente acordei de madrugada com fortes dores no abdômen. Também ocorreu febre e vômitos. Inicialmente fui atendido por um clínico geral, que avaliou o meu quadro e me encaminhou para um gastroenterologista. Depois de alguns exames, o especialista confirmou que eu estava com pedra na vesícula”, contou.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

A obesidade infantil é um problema sério e traz riscos para a saúde adulta

Brincadeiras são fundamentais para as crianças fazerem atividade física de forma prazerosa, com benefícios à saúde e ao bem-estar
Foto: Erasmo Salomão/MS
Não é novidade que a prática de atividade física e uma boa alimentação são importantes para a saúde porque previne e até trata algumas doenças. Ou seja, ajuda-nos a ficar longe de muitos males e a ter mais qualidade de vida. Mas, quando falamos de crianças, é possível associar a boa alimentação com exercícios?

A boa notícia é que é possível sim! Crianças podem e devem usar os exercícios como aliados ao bem-estar e à saúde, mas sabe como? Brincando! “Uma coisa fundamental, principalmente na infância e no começo da adolescência, é que o movimento seja incorporado de uma forma lúdica, de uma forma prazerosa, não colocando a criança em uma atividade física forçada. É preciso incorporar o movimento para essas crianças e principalmente associar com bons hábitos como alimentação”, explica o preparador físico Marcio Atalla, que é o embaixador da campanha contra a obesidade infantil do Ministério da Saúde de 2019.

Os dados mostram que temos de estar em alerta. Uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso, de acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), de 2019. A obesidade na infância está associada à mudança de hábitos alimentares e à diminuição da atividade física. Os números sobre a obesidade infantil são tão preocupantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, em 2025, crianças obesas no planeta chegarão a 75 milhões.

Benefícios da atividade física

Os benefícios de se fazer exercícios físicos para crianças são inúmeros. A brincadeira é um bom caminho para fazer a criançada se mexer, com desenvolvimento da parte física e da parte cognitiva, ou seja, de memória e aprendizagem. “O recomendado é que a criança brinque pelo menos uma hora por dia com movimento e longe das telas. Se ela faz isso, já vai garantir um bom desenvolvimento”, explica Atalla.

Outra orientação do preparador física é evitar ou reduzir o tempo das crianças em frente a telas, como televisão, tabletes e celulares, que são um dos grandes problemas dessa nova geração. “Existe uma relação direta desses aparelhos com a obesidade e o sedentarismo. E hoje a recomendação é que as crianças passem no máximo três horas por dia. Mas no Brasil esse tempo passa de cinco horas. Por isso, incentivar outros tipos de brincadeiras com movimento é fundamental”, orieta Atalla.

Criança acima do peso tem mais chances de ser um adulto obeso

Estudo recente aponta que crianças acima do peso possuem 75% mais chance de serem adolescentes obesos e 89% dos adolescentes obesos podem se tornar adultos obesos. Pesquisas do Ministério da Saúde indicam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso.

Esses números só reforçam a importância dos pais e responsáveis incentivarem a brincadeira como prática regular de atividade física pelas crianças. Por isso, Atalla faz um alerta. “Hoje em dia, as crianças têm brincado cada vez menos, estão comendo em excesso porque estão tendo muito acesso a comidas industrializadas e o tempo de tela, quanto mais tempo na tela, menos movimento”.

Junto com a falta de atividade física, a má alimentação pode afetar não só o crescimento físico, mas também o seu desenvolvimento emocional. Por isso, as famílias também devem evitar oferecer e encorajar as crianças a reduzirem o consumo de bebidas açucaradas, estimular a prática de atividade física e diminuir o tempo gasto com o mundo virtual. E vale destacar que a prevenção da obesidade não terá resultados se o ambiente da criança não também modificado.

A consequência de obesidade na infância para a vida adulta é o aparecimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem matar precocemente. “Uma criança obesa tende a ser um adulto obeso, com essas doenças crônicas que vão impactar não só no tempo de vida dela, mas também na qualidade de vida desses anos”, alerta.

Confira as dicas do Marcio Atalla para uma vida saudável
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sábado, 9 de novembro de 2019

Saúde do homem vai muito além do exame de próstata

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Novembro é conhecido como o mês de debate e promoção da saúde dos homens. Porém, é importante lembrar que o cuidado não se limita a um mês do ano ou ao tratamento de doenças quando elas aparecem. É importante a vinculação com a Atenção Primária à Saúde e o acompanhamento de sua saúde durante toda a vida.

Para homens que não apresentam sintomas, não há regra em relação à periodicidade de consultas médicas. Mas é aconselhável elaborar com um profissional de confiança um plano de cuidados que inclua medidas preventivas para se manter saudável, como integrar na rotina hábitos saudáveis, conviver com amigos e familiares, envolver-se na educação dos filhos e participar de atividades culturais ou esportivas. Essas ações poderão melhorar a saúde física e mental do homem e ainda evitar doenças que prejudiquem sua qualidade de vida.

E o câncer de próstata?

Embora muito se diga sobre a doença e a relevância que esta tem junto à população masculina, outras situações e agravos devem ser prevenidos, reduzidos e abordados, com base nas necessidades das pessoas, em seus planos de cuidado.

Por isso, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) não recomendam o rastreamento em massa do câncer no mês de novembro, e em nenhum outro mês do ano, já que não há evidências científicas que apontem efeitos dessa busca sobre a redução da mortalidade por câncer de próstata.

O que se recomenda, novamente, é um cuidado frequente, vinculado a uma equipe profissional para a prevenção desta e outras doenças, a discussão sobre hábitos cotidianos e o envelhecimento saudável durante toda a vida.

Esse cuidado exige ir além de iniciativas de rastreamento, mas focar na procura, ao longo de todo o ano, por ações e serviços de saúde a partir da Atenção Primária à Saúde. Quer saber como? 
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Radiologia: conheça o trabalho e os riscos da profissão

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Visualizar o corpo humano por dentro, identificar alguma doença ou problema no corpo, dando suporte ao diagnóstico e tratamento. Essas são algumas funções do radiologista, profissional que usa as radiações para que o paciente receba orientação para o tratamento.

Esses profissionais exercem a função contando, principalmente, com o uso de aparelhos como tomografia computadorizada, mamografia, ultrassonografia e a ressonância magnética nuclear, para gerar e analisar uma imagem. Ou seja, eles funcionam como elo entre essa paciente e os médicos para que o paciente receba o diagnóstico e o tratamento adequados.

De acordo com a Fabiana Villaça, radiologista da Maternidade Escola Januário Cicco, em Natal (RN), esse profissional é fundamental, pois quanto mais assertivo for o diagnóstico, mais benefícios terá o paciente. “Nosso papel é definir o tipo de tratamento que vai ser realizado, seja para uma doença benigna, para uma doença maligna, como o câncer, ou para diferentes especialidades médicas ”, explica Villaça.

Segurança do trabalhador

O uso correto de dos equipamentos de proteção é fundamental para a saúde dos radiologistas. De acordo com Fabiana, essa é uma cuidado adotado pelos profissionais.
“Procuramos nos proteger com os aventais de chumbo, com paredes que têm esse produto também ou vidro. Temos material com tratamento específico para tentar diminuir mais essa radiação”, explica. Além disso, quanto mais atual a máquina utilizada, menos radiação ionizante ela emite aos seus operadores e pacientes.

A profissional de radiologia destaca também que, atualmente, os riscos de exposição à radiação são menores por conta da evolução tecnológica e das legislações próprias à proteção radiológica. “Quando há uma exposição maior de radiação, a pessoa pode ter algumas consequências na pele, como queimadura vermelhidão no corpo. As consequências de longo prazo podem causar algumas doenças”, completa.

Segurança do Paciente

O exame de raio-X é seguro para o paciente. A dose de radiação envolvida na maioria dos exames de Raios X, ainda mais quando se tem tecnologias melhores hoje, é bem pequena. A preocupação é com a repetição acentuada de exames. “Quando estamos diante de um paciente pensamos no princípio da justificação, que é pensar qual benefício aquele exame vai trazer para o paciente, se aquele exame justifica passar pela radiação para chegar ao diagnóstico pela segurança do paciente”, ressaltou Fabiana.
Luíza Tiné, para Blog da Saúde 

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

SUS: 29 anos garantindo direito à saúde

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Sabia que você usa o Sistema Único de Saúde o todo tempo? Para você comprar um remédio na farmácia, é preciso a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência normatiza, controla e fiscaliza produtos, substâncias e serviços de saúde disponíveis no país. Quando você toma uma vacina, que é garantida na unidade de saúde da família pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Quando sofre um acidente de trânsito e precisa de atendimento, é necessário atendimento de urgência, que pode ser acionado o SAMU 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Isso se tornou possível, a partir da promulgação da Lei nº. 8.080/1990, no dia 19 de setembro de 1990. Ela regulamentou o Sistema Único de Saúde garantindo o acesso universal a saúde, sem discriminação a todos os brasileiros.
O SUS é o único sistema de saúde pública do mundo que atende mais de 190 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente dele para qualquer atendimento de saúde.
Com a sua criação, foi possível o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. Também a atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, o que garantiu direito à saúde desde a gestação e por toda a vida, com foco na qualidade de vida e visando a prevenção e a promoção da saúde.
O SUS é financiado com os impostos do cidadão. A responsabilidade de garantir o direito à saúde é partilhada pela União, estados e municípios. Juntos, eles ficam encarregados de manter seu pleno funcionamento. Cabe ao governo federal formular políticas nacionais, mas a implementação é feita pelos gestores dos estados e municípios.
A rede que compõem o SUS é enorme. Faz parte dela desde Unidades de Saúde da Família, hospitais universitários até laboratórios e hemocentros (bancos de sangue). Fundações como a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e institutos, como o Instituto Nacional de Câncer José Gomes Alencar Gomes da Silva (INCA) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), também estão vinculadas ao SUS. Além de autarquias, como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).
Com tantas referências, devemos sim comemorar a existência desse sistema, cuja missão maior é mudar o quadro de desigualdade na assistência à saúde da população. São ações e serviços, garantidos por Lei, a todos do país, independentemente de sexo, raça, ocupação ou outras características sociais ou pessoais.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Dor ao engolir e salivação excessiva são alguns dos sintomas da estomatite

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A estomatite é uma doença bem comum em crianças que deixa os pais angustiados. Isso por causa das temidas manchas vermelhas que aparecem na mucosa da boca e, em alguns casos, também na garganta. Essas lesões podem se espalhar rapidamente, causando salivação excessiva, dor ao engolir ou ao comer, febre e mau hálito.

Apesar da doença ser mais comum em crianças, atinge também os adolescentes e adultos que não tiveram contato a herpes simples.

A cirurgiã-dentista do Hospital Universitário Professor Edgar Santos da Universidade Federal da Bahia e vinculado à Rede Ebserh, Viviane Sarmento, explica que a estomatite é uma gengivoestomatite herpética primária, infecção viral que atinge a mucosa bucal. É resultado do primeiro contato com vírus da herpes simples. “Como geralmente as crianças ainda não tem o seu sistema imunológico completamente desenvolvido, é muito comum a manifestação física dessa doença”, fala Denise.

Cuidados

Para evitar a estomatite, Viviane destaca que é essencial manter a higiene das mãos e da boca. “Para aliviar a dor é preciso fazer um bochecho sem álcool, alimentos mais macios, muito liquido e analgésico séptico. Em alguns casos, é usado o medicamento antiviral aciclovir, para reduzir a replicação do vírus”, contou ela destacando que o vírus pode levar de 7 a 10 dias para cicatrizar. Além disso, é importante que as crianças bebam líquido para que não haja desidratação.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta a aparência e a localização das lesões e os sintomas. Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a exames de laboratórios para identificar o tipo do vírus ou determinar outras possíveis causas da doença.

sábado, 14 de setembro de 2019

Vitamina D: o que a deficiência pode causar?

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Responsável por metabolizar o cálcio e o fósforo no nosso organismo, a vitamina D é essencial para a saúde dos ossos. Aproximadamente 80% da necessidade diária pode ser adquirida pela exposição diária ao sol, e 20% pela ingestão alimentar. São fonte de vitamina D alimentos de origem animal, como leite e seus derivados (queijo, iogurte), além de fígado e peixes de águas profundas como salmão e atum.

A vitamina D, é importante para o bom funcionamento do nosso organismo, para a regulação do sistema imunológico, que é nosso sistema de defesa, e faz parte do processo de tratamento e prevenção, inclusive, de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e a esclerose múltipla.

E o que acontece quando já deficiência da Vitamina D no nosso organismo? A Coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Lívia Faller, destaca que pode aparecer problemas musculoesqueléticos, como raquitismo, osteoporose, além do aumento de ocorrência de infecções. “A falta de vitamina D também está associada ao aumento de risco de ocorrência de doenças cardiovasculares, diabetes e síndrome metabólica, obesidade e câncer”, completa a coordenadora.

A designer Rubia Rodrigues descobriu há um ano que tem deficiência de vitamina D. “A médica não conseguiu entender o porquê dessa deficiência. Sou uma pessoa que saio muito ao ar livre, tomo bastante sol, principalmente final de semana”. Rubia acredita que a falta desse nutriente no organismo foi provocada pelo baixo consumo de peixe. "Aumentei a ingestão de peixe. O que foi muito tranquilo no dia a dia porque é um alimento que eu gosto”, afirmou.

Para garantir a ingestão diária de vitamina D, o Ministério da Saúde recomenda, além de consumir alimentos como leite, fígado e peixe, garantir a exposição solar de quinze a vinte minutos pelo menos três vezes por semana, sem protetor solar, até às dez da manhã ou após as quatro da tarde.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Vale a pena mudar hábitos para melhorar a saúde

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"É um sacrifício sair de uma rotina de maus hábitos. Criar uma rotina saudável é mais difícil ainda, mas vale muito a pena. Eu pude ver isso depois de emagrecer e me sentir mais disposta”, a descrição é da médica veterinária Luiza Cysne, de 32 anos que chegou a pesar 122 quilos e hoje está com 59 quilos.

De fato, balancear o cardápio é uma tarefa difícil principalmente pela correria do dia a dia. Mas, cuidar da alimentação é fundamental para evitar doenças causadas por falta de nutrientes e combater e a obesidade.

Luiza fez uma reeducação alimentar após uma cirurgia devido ao peso, e conta que a alimentação adequada nessa época foi é importante para manter a saúde e para melhorar a vida. “Eu bebia muito refrigerante, só comia fritura, massas, hambúrgueres, esses alimentos faziam parte da minha rotina, o que me levou a ter problemas de saúde. Hoje eu tomo café da manhã, coisa que eu não fazia, troquei o refrigerante pelo suco e isso me ajudou muito a ter uma vida melhor, me sinto mais disposta”, fala.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cinco porções diárias, pelo menos cinco dias da semana, de frutas, verduras e hortaliças. Atualmente, 23% da população brasileira faz o consumo recomendado pela organização.

Adotar um cardápio balanceado, com o consumo maior de frutas, legumes e verduras variadas, diminuição da quantidade de açúcar e sal e redução do consumo de alimentos processados e ultraprocessados, é essencial para regular o bom funcionamento do organismo e melhorar a disposição.

Isso porque, além de auxiliarem na imunidade do nosso organismo contra as infecções, contribuem para combater a obesidade, a hipertensão e o diabetes. Aumentar o consumo desse tipo de alimento nas refeições diárias, além de garantir saúde, permite maior ingestão de fontes de fibra fontes de vitaminas e minerais. “Eles contribuem para a prevenção de muitas doenças e agravos, dentre as vitaminas e os minerais.

A gente pode citar, por exemplo, vitamina A, zinco, magnésio, entre outras”, comenta a diretora do Departamento de Promoção da Saúde da Secretaria Atenção Primária, do Ministério da Saúde, Lívia de Almeida Faller.

A diretora ainda ressalta facilidade de encontrar esses alimentos no Brasil, um país que tem um clima favorável para esse consumo durante todo o ano. “Podemos consumir frutas em qualquer uma das refeições, café da manhã, almoço, jantar ou em pequenos lanches. Além disso, temos a vantagem de temos diferentes frutas o ano inteiro em diversas regiões no país”, reforça Lívia.

Pesquisa

terça-feira, 25 de junho de 2019

Saiba como se prevenir da gripe

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a gripe um dos grandes desafios da saúde, que afeta todos os países. Por isso, todas as medidas de prevenção e controle devem ser adotadas, sendo a vacinação, a maneira mais eficaz de prevenir a doença, aliada à estratégia de tratamento com antiviral e a adoção de etiqueta respiratória e hábitos saudáveis.

Mas o que é etiqueta respiratória? São medidas simples que podem minimizar a transmissão de doenças infecciosas, como a frequente lavagem das mãos com água e sabão. A etiqueta respiratória ajuda a evitar que você transmita a doença para outra pessoa ou que você seja infectado.
Antes de conferir as medidas de prevenção e controle da doença, é preciso entender que a gripe é causada pelo vírus influenza e é transmitida por meio de gotículas expelidas pela pessoa doente ao falar, espirrar ou tossir. Ao respirar essas partículas, que podem ser levadas a distâncias maiores que 1 metro, você pode se infectar com o vírus influenza. Outra forma de transmissão é levar as mãos à boca, ao nariz e aos olhos após tocar em uma superfície contaminada, como um corrimão ou mesa.
Entenda como se prevenir e como evitar a transmissão caso você esteja doente. Confira:

domingo, 28 de abril de 2019

O sal que a gente não vê e os perigos do exagero na alimentação

Sal
A obesidade e o sobrepeso têm aumentando por toda a América Latina e Caribe, como aponta um relatório produzido apresentado neste ano pela Organização Pan-Americana da Saúde em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Mais de 360 milhões de pessoas estão com sobrepeso, o que corresponde a aproximadamente 58% da população latino-americana e caribenha.

As mulheres são as mais afetadas, sendo que em mais de 20 países a taxa de obesidade feminina é 10% maior que a dos homens. Além disso, o relatório aponta uma tendência de aumento de sobrepeso e obesidade também nas crianças.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 17% dos adolescentes de 12 a 17 anos estão com sobrepeso. E esse problema se deve em grande parte à má alimentação desses jovens, uma vez que essa mesma pesquisa aponta que entre os 20 alimentos de maior consumo pelos adolescentes brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, passando à frente das hortaliças e frutas.

O Ministério da Saúde tem um estudo que apresenta o consumo médio do brasileiro em relação ao sal, que gira em torno de 12 gramas por dia. Esse valor é considerado muito alto pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda apenas 5 gramas diárias.

Esse consumo em excesso está ligado diretamente ao aumento de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade que, juntas com as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% das mortes no país.

Para tentar controlar essas doenças e impedir o avanço da obesidade no Brasil, o Ministério da Saúde tem trabalhado em ações e iniciativas que ajudem a melhorar a forma como os brasileiros se alimentam. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, “cada vez mais a alimentação saudável fará parte dos objetivos prioritários do Ministério da Saúde. Estamos fazendo parcerias com a indústria alimentícia para reduzir o sal, o açúcar e sódio dos alimentos, porque as pessoas sabem que precisam cuidar da saúde e nosso papel é ajudar elas nesse cuidado” afirmou.

“As pessoas precisam consumir mais alimentos naturais, aqueles que chamamos ‘in natura’, ou seja, aqueles que vêm diretamente da natureza sem receber processos e tratamentos químicos. Isso significa comer mais arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, leite e carnes. Também é importante evitar alimentos que vem embalado em sacos e caixas com muitos conservantes”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.
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