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sábado, 23 de novembro de 2019

Cármen Lúcia manda TRF4 soltar presos por condenação em 2ª instância

TRF4 é responsável pela execução das penas de condenados na Lava Jato
Nelson Jr./SCO/STF
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia determinou hoje (22) que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mande soltar todas as pessoas que foram presas por terem condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal do sul do país. O TRF4 é o tribunal responsável pelas execuções das penas dos condenados na Operação Lava Jato no Paraná.

De acordo com a decisão da ministra, o TRF deve cumprir a decisão da Corte, tomada no dia 7 de novembro, na sessão que anulou o entendimento anterior, que autorizava a prisão em segunda instância. Cármen Lúcia votou a favor da prisão antecipada, mas entendeu que a decisão do plenário deve prevalecer.

"Concedo parcialmente a ordem apenas para determinar ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região analise, imediatamente, todas as prisões decretadas por esse Tribunal com base na sua Súmula n. 122 e a coerência delas com o novo entendimento deste Supremo Tribunal, colocando-se em liberdade réu cuja prisão tiver sido decretada pela aplicação da jurisprudência, então prevalecente e agora superada", decidiu a ministra.

Na decisão, a ministra também afirmou que os condenados deverão ser soltos somente se estiverem presos exclusivamente com base no entendimento superado sobre a segunda instância. Se a prisão foi determinada por outro motivo, a soltura não ocorrerá.

Com base no entendimento anterior do STF, que permitia a prisão, o TRF editou uma norma interna, a Súmula 122, autorizando a decretação da prisões pelos juízes do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
POR AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Aos 50 anos, Toffoli assumirá como mais novo presidente do STF; cerimônia reunirá Temer, ministros e mais de mil pessoas

Considerado um bom gestor pelos colegas, Toffoli será o responsável por definir a pauta de julgamentos do tribunal. Luiz Fux também tomará posse nesta quinta-feira, como vice-presidente.
FOTO: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro José Antonio Dias Toffoli toma posse nesta quinta-feira (13) como novo presidente do Supremo Tribunal Federal. Aos 50 anos, será o mais jovem presidente do STF.

A solenidade está marcada para as 17h, na sede do STF. Ao todo, foram convidadas mais de 3 mil pessoas. Confirmaram presença cerca de 1,5 mil, entre as quais o presidente Michel Temer; os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; ministros de tribunais superiores, estaduais e de contas; e governadores.

Em nome do STF, discursará na cerimônia Luís Roberto Barroso. Após a posse, Dias Toffoli receberá cumprimentos no Salão Branco do STF, espaço mais nobre da Casa.

Depois, será homenageado em coquetel promovido por associações de juízes num salão de festas em Brasília.

Sucessor de Cármen Lúcia no posto mais alto do Poder Judiciário, Toffoli acumulará também o comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelos próximos dois anos.

Também nesta quinta-feira, o ministro Luiz Fux assume como vice-presidente do Supremo e do CNJ.

No cargo de presidente do STF, caberá a Dias Toffoli, principalmente, definir a pauta de julgamentos da Corte.

Este é um papel que tem ganhado cada vez mais importância em razão da influência da Corte na relação de força entre os três poderes, na implementação de políticas públicas e efetivação de direitos fundamentais, além dos limites da Operação Lava Jato.

Como principal autoridade da Justiça no país, Toffoli também deverá mediar demandas de juízes e servidores junto ao Congresso e Executivo. A mais recente diz respeito a aumento salarial, direito ao auxílio-moradia e outros benefícios dessas carreiras.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Mais uma vez, Cármen Lúcia assume a presidência da república

A mineira, presidente do STF, ocupa o cargo pela terceira vez este ano
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, mineira de Montes Claros, voltou a assumir interinamente a presidência da república no início da manhã desta terça, dia 17 de julho. Antes de embarcar para Cabo Verde, na África Ocidental, o presidente Michel Temer transmitiu o cargo à comandante do STF na Base Aérea de Brasília.

Esta é a terceira vez que Cármen Lúcia assume o cargo nesse período pré-eleitoral. A agenda da presidente interina para o dia de hoje ainda não foi divulgada.

Cármen Lúcia é a terceira na linha sucessória para assumir interinamente a presidência da república. Como o cargo de vice-presidente está vago, a primeira pessoa da linha sucessória é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Uma vez que a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no executivo nos seis meses que antecedem as eleições, os presidentes da Câmara e do Senado também viajaram para fora do Brasil. Rodrigo Maia cumpre agenda no Chile e Eunício Oliveira, nos Estados Unidos.

(com Agência Brasil)

terça-feira, 12 de junho de 2018

Cármen Lúcia diz que sem imprensa livre, Justiça não funciona bem

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia,
presidiu o seminário “30 anos sem censura: a
Constituição de 1988 e a liberdade de
imprensa" (José Cruz/Agência Brasil)
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, defendeu hoje (11) a liberdade de expressão nos meios de comunicação e disse que "sem a imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem".

A ministra participou da abertura de um seminário, em Brasília, sobre os 30 anos da promulgação da Constituição de 1988, que impediu à censura prévia da imprensa, após anos de regime de ditadura militar. O tema foi "“30 anos sem censura: a Constituição de 1988 e a liberdade de imprensa”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na sede do STF, em Brasília. 

"Em 30 anos de vigência da Constituição, a mídia é outra, o poder é outro, a sociedade é outra, porque tudo muda. Mas, a Constituição, precisa de ser reinterpretada para se manter viva e coerente com as necessidades do povo brasileiro, da cidadania brasileira", completou a ministra. 

Com vários paineis realizados durante o dia, o seminário discutiu a censura judicial à liberdade de imprensa, os processo de indenização por danos morais, o surgimento das fake news como arma de desinformação e o uso de robôs nas redes sociais como ameaças ao direito de informação da sociedade e ao exercício do jornalismo.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Democracia é o único caminho possível, diz Cármen Lúcia

Durante sessão no STF, a presidente da Corte destacou que o país vive cenário de crise política
(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Por Correio Braziliense - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, demonstrou preocupação com os manifestantes que pedem "intervenção militar" durante a greve dos caminhoneiros, que ainda afeta ao menos 18 estados nesta quarta-feira (30/5). Durante a abertura da sessão, a ministra disse que "não existe nenhum caminho sem ser a democracia".

Cármen Lúcia destacou que, apesar de o tribunal estar decidindo sobre outros assuntos, não pode deixar de se preocupar com o momento por qual passa o país. "Não poderia deixar de acentuar que esta sessão e a atuação deste Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua competência para julgar, é cumprida hoje com profunda preocupação, atenção e responsabilidade com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros", afirmou.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Temer viaja ao Peru e Cármen Lúcia assume Presidência da República

Brasília - Presidente Michel Temer transmite
 o cargo para a presidente do Supremo Tribunal
 Federal, ministra Cármen LúciaMarcos Corrêa/PR
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil - O presidente Michel Temer embarcou hoje (13) para Lima, capital do Peru, onde participará, entre hoje e amanhã (14), da 8ª Cúpula das Américas. O encontro vai reunir chefes de Estado e de governo e tem como tema central Governabilidade Democrática Frente à Corrupção.
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência da República com a viagem de Temer, foi à Base Aérea de Brasília acompanhar o embarque. Temer transmitiu o cargo a ela.

Temer chega a Lima no início da tarde. Os primeiros compromissos no Peru serão reuniões com o presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Thomas J. Donohue, e com o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández Alvarado.

Em seguida, concede entrevista à rede de televisão CNN e às 20h, no horário de Brasília, presencia a cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, seguida de jantar em homenagem aos chefes de Estado e governo. Amanhã, o presidente participa da sessão plenária da Cúpula e retorna ao Brasil à tarde.

O encontro deve resultar na assinatura de um documento de cooperação hemisférica de combate e prevenção à corrupção. A situação da Venezuela também deve ser discutira durante a cúpula.

Cármen Lúcia assume presidência da República
A presidente do Supremo Tribunal Federal é a quarta na linha sucessória da presidência, após o vice-presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado. Como desde a posse de Temer, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o Brasil não tem vice, caberia ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir o cargo.

Mas tanto Maia quanto o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), se tornariam inelegíveis para as próximas eleições caso assumissem. Diante disso, eles optaram por sair do país até o retorno de Temer. Maia viaja para o Panamá e Eunício para o Japão.
 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Cármen Lúcia: "não há o que questionar quanto à palavra do presidente"

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (12) que não tomará nenhuma providência a respeito da denúncia de espionagem de ministros da Corte, uma vez que o Palácio do Planalto negou a informação. Reportagem publicada pela revista Veja afirmou que membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teriam monitorado o ministro do STF Edson Fachin, responsável por um inquérito que investiga Temer. A escuta teria sido feita a pedido do presidente, segundo a publicação.

No sábado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Etchegoyen, negou a informação. “O presidente da República garantiu não ter ordenado qualquer medida naquele sentido [monitorar ministros do Supremo]”, escreveu Cármen Lúcia no comunicado desta segunda-feira. “Não há o que questionar quanto à palavra do presidente da República”, acrescentou no texto, que segunda a assessoria do STF é uma resposta a questionamentos da imprensa.

No sábado, após a publicação da reportagem, Cármen Lúcia emitiu uma nota condenando com veemência as suspeitas de monitoramento de ministros do STF. "O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça", escreveu ela na ocasião.

“A ministra presidente já esclareceu na nota [de sábado] que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria-Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição”, disse ela no comunicado divulgado hoje. “Portanto, o tema está, por ora, esgotado”, arrematou a ministra.
*texto ampliado às 16h18

sábado, 10 de junho de 2017

Presidente do STF defende apuração de suposta devassa contra o ministro Edson Fachin

Cármen Lúcia fez ainda uma defesa pública do relator da Lava Jato, em nome da Corte

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, defendeu a apuração de suposta devassa contra o ministro Edson Fachin, relator do inquérito contra o presidente Michel Temer na Corte, pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”, afirmou a ministra em nota oficial.
Mesmo sem citar o nome do ministro Fachin ou da Abin, Cármen Lúcia disse que tal prática é “própria de ditaduras”, “absolutamente inaceitável numa República democrática” e “tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”. A nota da ministra é uma reação à notícia veiculada pela revista Veja de que a Abin, a pedido do governo Temer, estaria investigando a vida do ministro Fachin.
A forte reação da ministra, falando em nome da Corte, foi redigida mesmo após ela ter recebido um telefonema do presidente Temer e outro do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, que negaram a informação. Antes de enviar a nota, a ministra comunicou aos ministros com quem conseguiu entrar em contato.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Presidente do STF diz esperar que 2016 “acabe em paz”

Brasília - A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, chega à Escola de Administração Fazendária para participar de reunião com secretários estaduais de Fazenda (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse esperar que 2016 acabe em pazMarcelo Camargo/Agência Brasil
Judiciário
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse hoje (15) que espera que o ano de 2016 "acabe em paz". A declaração foi dada durante a sessão desta tarde após receber cumprimentos de um procurador da Fazenda pelo trabalho realizado pela Corte durante o ano. O STF entra em recesso na próxima segunda-feira (19).

"Nós todos esperamos que o ano de 2016 acabe e acabe em paz", disse a ministra, antes de passar a palavra ao ministro Luiz Fux, relator de uma ação tributária em julgamento no STF.

Uma semana após ser criticado pela decisão que manteve o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, o Supremo voltou a ser palco de críticas públicas entre os membros da Corte.

Dez medidas de combate à corrupção

Desde a noite de ontem (15), Luiz Fux passou a ser duramente criticado por sua decisão que suspendeu individualmente tramitação do Projeto de Lei da Câmara dos Deputados (PL) 4.850/16, que trata das Dez Medidas de Combate à Corrupção, projeto popular incentivado pelo Ministério Público Federal (MPF).

Nesta manhã, o ministro Gilmar Mendes disse que o STF vive um “surto decisório”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a dizer que vê problemas na decisão. Maia disse que até o fim do dia deve encaminhar ao Supremo explicações em defesa do processo legislativo adotado pela Câmara.

FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Para Cármen Lúcia, processo contra chapa Dilma-Temer não terminará neste ano

Em entrevista ao programa Roda Viva, a presidente do STF lamentou o momento que o país vive quando foi provocada a fazer uma avaliação sobre o governo de Dilma Rousseff

Por Zero Hora
Para Cármen Lúcia, processo contra chapa Dilma-Temer não terminará neste ano DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: DIDA SAMPAIO / ESTADÃO CONTEÚDO

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou, na noite de segunda-feira, que o processo contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014 não deve terminar neste ano no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma cassação da chapa ainda em 2016 causaria a convocação de eleições gerais no país.
— Não componho mais o TSE, eu acho difícil (encerrar o julgamento em 2016) porque a instrução de um processo como esse é alongada — disse a ministra, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Cármen Lúcia lamentou o momento que o país vive quando foi provocada a fazer uma avaliação do governo de Dilma Rousseff. 
— Eu acho que foram vários governos, na verdade. O início do primeiro governo era uma coisa e as condições econômicas se deterioram muito. Lamento muito por tudo que passamos, nunca acho que haja para os melhores ou piores governos responsabilidade de uma pessoa sozinha — afirmou.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Para Barbosa, João Paulo já deveria estar preso

CRÍTICAS A COLEGAS

Para Barbosa, João Paulo já deveria estar preso

23.01.2014

O presidente do STF criticou os dois colegas que não assinaram o mandado de prisão do deputado petista
Paris. Sem citar os nomes dos ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou, ontem, os dois colegas que assumiram o comando da instituição durante suas férias e não assinaram o mandado de prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). 
Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, “qualquer ministro poderia… o ministro que estiver lá, de plantão, pode praticar o ato. O que está havendo é uma tremenda personalização de decisões que são coletivas” foto: divulgação/stf
Segundo ele, uma pessoa condenada “ganhou quase um mês de liberdade a mais”. Barbosa está em Paris, onde participou de um seminário na Sorbonne. O STF está em recesso desde 20 de dezembro passado. O ministro ficou responsável pelo plantão até 6 de janeiro. 

Ele entraria de férias no dia 10, mas antecipou o descanso. No dia 7, a ministra Cármen Lúcia assumiu a presidência provisoriamente e preferiu não assinar o mandado de prisão de João Paulo. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TSE tem 1,4 mil processos para julgar até 19 de dezembro



TSE tem 1,4 mil processos para julgar até 19 de dezembro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve cumprir a meta estipulada pela presidente Cármen Lúcia e julgar todos os processos relativos às eleições deste ano até dia 19 de dezembro, data das diplomações. Atualmente, o tribunal já julgou 81% dos 7.742 casos envolvendo registro de candidatura que chegaram desde agosto. Ainda restam 1.455. Serão realizadas seis sessões plenárias até o fim do prazo, mas a principal meta era que houvesse pelo menos uma decisão individual sobre cada processo. De acordo com o TSE, os casos pendentes não envolvem candidatos cujo caso possa afetar a situação do primeiro ou do segundo turno. Mais da metade dos processos residuais, cerca de 874, são relativos à aplicação da Lei da Ficha Limpa. No total, a corte recebeu 3.346 casos abordando a nova lei, de 2010, que criou e reformulou hipóteses de inelegibilidade. A norma não foi aplicada nas eleições gerais daquele ano porque o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que nova regra demoraria um ano para produzir efeitos.  



FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/127270-tse-tem-1-4-mil-processos-para-julgar-ate-19-de-dezembro.html


domingo, 11 de novembro de 2012

Com dois candidatos a prefeito cassados, futuro de Mongaguá (SP) depende do TSE

Ivan Richard e Iolando Lourenço
Da Agência Brasil, em Brasília


Está nas mãos da Justiça a decisão sobre o futuro prefeito da cidade paulista de Mongaguá, no litoral sul do Estado de São Paulo. Isso porque dos três candidatos que concorreram à prefeitura no dia 7 de outubro, dois deles --os mais votados-- estão com os registros de suas candidaturas sub judice.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há 2.886 processos que tratam de inelegibilidade de prefeitos, vices e vereadores a serem julgados pelos sete ministros da corte.
Em busca da reeleição, Paulinho (DEM) foi o mais votado, com 12.039 votos, mas teve o registro cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), esta semana, por ter feito propaganda de obras e serviços da prefeitura nos três meses anteriores às eleições, o que é proibido por lei.
Concorrendo respaldado por uma liminar, o Professor Arthur (PSDB) recebeu 10.574 votos. No entanto, os votos ainda não foram validados porque o recurso não foi julgado pelo TSE. Já Dr. Pedro (PTB) obteve 5.948 votos.
Com os candidatos mais votados com problemas na Justiça, o futuro de Mongaguá poderá ser uma nova eleição caso os registros de Paulinho e do professor Arthur não sejam validados. Isso porque a soma dos votos deles supera 50% mais um do eleitorado, que chega a 40 mil aptos a votar.
Ainda há a possibilidade de que um dos dois seja liberado pela Justiça e, posteriormente, seja diplomado prefeito. Caso os dois tenham os registros confirmados, ficará mantido o resultado da eleição e o atual prefeito será reeleito.

Outras cidades

Assim como em Mongaguá, outras cidades, como Novo Hamburgo (RS) e Cabo Frio (RJ), dependem da Justiça para saber quem será o prefeito.
Esta semana, a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse que a Corte deve julgar todos os recursos pendentes sobre registro de candidaturas até a data da diplomação dos eleitos, no dia 17 de dezembro. “Pelo número de decisões até agora, não haverá recursos pendentes. Mas, caso haja, analisaremos as questões pendentes caso a caso”, disse Cármen Lúcia.

O TSE recebeu, ao todo, 8,3 mil processos relacionados às eleições municipais deste ano, sendo que 7,7 mil são recursos relacionados a registros de candidatura.


FONTE:
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/11/10/com-dois-candidatos-a-prefeito-cassados-futuro-de-mongagua-sp-depende-do-tse.htm


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